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Bolsonarista protocola notícia-crime contra assessor de Neusa Cadore por comentário nas redes socias: “Bom que matassse”

Por Redação

Bolsonarista protocola notícia-crime contra assessor de Neusa Cadore por comentário nas redes socias: “Bom que matassse”
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) apresentou ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) uma notícia-crime contra um assessor parlamentar da deputada Neusa Cadore (PT) em razão de um comentário nas redes sociais. O bolsonarista acusou Cleiton Mellk de  incitação pública à prática de crime.

 

De acordo com o documento, a manifestação ocorreu no Instagram, após uma publicação do parlamentar que denunciava uma agressão envolvendo um assessor e integrantes do MST. Nos comentários, o Cleiton teria feito críticas ao deputado e, em seguida, publicado a frase: “Era bom que matasse logo”.

 


Foto: Reprodução / Redes sociais

 

Na notícia-crime, Leandro de Jesus solicita a abertura de procedimento investigatório, a identificação formal do investigado, além da coleta de dados junto à plataforma digital para preservação das provas, incluindo registros de acesso, alcance da publicação e histórico de interações.

 

O deputado argumenta que a declaração ultrapassa os limites da liberdade de expressão e configura, em tese, crime previsto no artigo 286 do Código Penal, que trata da incitação pública à prática de delito. A peça destaca que o comentário foi feito em ambiente aberto, com amplo alcance — a publicação ultrapassaria 300 mil visualizações — o que, na avaliação do denunciante, amplia o potencial de dano e de estímulo à violência.

 

O documento também sustenta que o contexto agrava a situação, já que o comentário foi feito em meio a uma discussão sobre um episódio de violência real. Para o deputado, a fala “não se limita a crítica política”, mas representa incentivo à prática de crime contra a vida, ainda que sem indicação direta de uma vítima específica.

 

Outro ponto destacado é a condição funcional do acusado, que atua como assessor parlamentar. Segundo a denúncia, essa posição exigiria maior responsabilidade no uso das redes sociais, sobretudo em debates públicos com potencial de repercussão social e política.