MP apura suspeita de regalias a diretor do Conjunto penal de Paulo Afonso preso por matar namorada
Por Redação
O Ministério Público de Sergipe abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na custódia do policial penal Tiago Sóstenes, acusado de matar a namorada em um hotel de Aracaju. Segundo o site PA4, parceiro do Bahia Notícias, há indícios de que o custodiado tenha recebido visitas sem autorização judicial e circulado livremente pelo Hospital de Urgência de Sergipe durante o período de internação.
Ele também não estaria algemado e não teria contado com escolta adequada, além da suspeita de acesso a aparelho celular. Diante das denúncias, o MPSE questionou a falta de comunicação ao Judiciário sobre a transferência do preso para a unidade de saúde. O órgão requisitou informações detalhadas ao hospital, incluindo imagens de câmeras de segurança, e cobrou esclarecimentos da unidade prisional responsável pela custódia.
Tiago Sóstenes é apontado como principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março. De acordo com as investigações, ele teria efetuado disparos contra a vítima e, em seguida, atentado contra a própria vida.
Após o crime, o policial penal foi socorrido e levado ao hospital. Depois, foi transferido para um presídio militar e retornou ao Huse no dia 9 de abril, permanecendo internado até receber alta nesta sexta-feira (17).
As promotoras Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco informaram que não irão se manifestar até a conclusão das diligências solicitadas.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe afirmou que ainda não recebeu solicitação formal do MPSE e destacou que a responsabilidade do hospital se limita ao atendimento assistencial, cabendo a custódia aos órgãos competentes. A Polícia Militar de Sergipe não comentou o caso até a última atualização, e a defesa do policial não foi localizada.
