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Governo prorroga atuação de Força Nacional no extremo sul baiano, que completa um ano

Por Redação

Governo prorroga atuação de Força Nacional no extremo sul baiano, que completa um ano
Foto: SSP

O Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou uma portaria no Diário Oficial da União que prorroga a permanência da Força Nacional de Segurança no sul da Bahia por mais 90 dias. O órgão, que presta apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), já atua na região há cerca de um ano.

 

A nova autorização vale entre os dias de 22 de abril a 20 de julho e permite o emprego das tropas nas Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe. A publicação prevê o apoio da entidade “nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado”.

 

O conflito pela posse de terras continua acontecendo em diversos municípios baianos. Muitos territórios aguardam demarcação da Funai e são alvo de disputas judiciais.

 

No último dia 6 de abril, O Ministério Público Federal (MPF) divulgou uma nota técnica reafirmando não haver impeditivos técnicos ou jurídicos para a emissão das portarias declaratórias das terras indígenas (TIs) Barra Velha do Monte Pascoal e Tupinambá de Belmonte, localizadas no sul da Bahia. Ambas possuem processos administrativos na Funai, que comprovam a ocupação tradicional e permanente dos povos Pataxó e Tupinambá, além dos respectivos estudos antropológicos concluídos e delimitação definida, etapas essenciais para a formalização do reconhecimento pelo Estado brasileiro.

 

Em Porto Seguro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou em março a manifestação do MPF e suspendeu a reintegração de posse contra a Comunidade Indígena Pataxó. A decisão, publicada em março, interrompe a retirada das famílias de uma área de 134 mil metros quadrados.

 

A tensão na região teve seu estopim em fevereiro deste ano, quando duas turistas gaúchas foram baleadas em uma zona de disputa na cidade de Prado. O episódio marcou a forte disputa pela Terra Indígena Comexatibá e motivou uma operação que levou à prisão de lideranças dos povos originários da região. Depois disso, foi determinada pela Justiça a paralisação da retirada da comunidade indígena do território tradicionalmente ocupado pelo povo Pataxó.

 

O cacique, preso preventivamente, foi liberado após habeas corpus do TRF-1. O caso é apurado no contexto da disputa fundiária na Terra Indígena Comexatibá, no extremo sul do estado. As etnias Pataxó negaram envolvimento nos ataques e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) afirmou que lideranças indígenas são cooptadas para prejudicar a imagem do grupo e beneficiar latifundiários.