Marcelo Nilo revela bastidores e diz que acordo com Neto para indicação do suplente teve anuência do próprio Coronel
Por Gabriel Lopes
Ocupando o cargo de deputado federal, Marcelo Nilo (Republicanos) afirmou ter estabelecido condições para compor alianças políticas visando as eleições de outubro. Um dos pontos já divulgado na imprensa inclui a indicação de um nome para a suplência do senador Angelo Coronel (Republicanos). As declarações foram feitas em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta sexta-feira (17).
Durante a conversa, Nilo relembrou convites anteriores para disputar o Senado e citou episódios de sua trajetória política. “O cavalo só passa selado uma vez. No meu caso passou duas: em 2010 Wagner me adulou para eu ser senador, eu não quis, ele botou Pinheiro. Em 2014 quem me convidou foi ACM Neto, se eu fosse nós teríamos ganhado.”
O parlamentar também mencionou negociações mais recentes envolvendo o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União). “Quis ser em 2022 e não deu certo. Em outubro Neto me disse: se Coronel não vier você vai ser o [candidato] senador. Aí Coronel veio. Depois eu quis ser vice e ele disse: ‘se Zé Cocá quiser, compreenda, vai ser ele’”.
Segundo Nilo, diante desse cenário, ele apresentou propostas para viabilizar sua participação no grupo político. “Ele então me chamou para conversar e eu informei que seria candidato a senador pelo DC, sem tempo de TV, sem fundo partidário mas serei candidato a senador. Eu quero encerrar minha carreira política sendo candidato a senador”, sinalizou.
O deputado ainda detalhou os termos do acordo firmado, incluindo a indicação para a suplência de Coronel. “Eu fiz três propostas, só vou contar a que deu certo. Eu ser deputado federal, hoje eu sou, indicar o primeiro suplente - eu pedi de [João] Roma mas ele já tem um compromisso - ele deu de Coronel, que eu indiquei Marcelo Guimarães Filho, ajudar Marcelinho Veiga, porque quando ele anunciou apoio a Neto perdeu seis ou sete prefeitos, e quarto eu participar do governo como secretário na área que ele achar conveniente, fechamos um acordo”, disse.
“Coronel participou do acordo, eu conheço ele. Não guarda rancor, não guarda raiva. É um grande senador, eu vou trabalhar muito por ele e João Roma. Ele sabe que eu não abro, que foi feito acordo”, finalizou.
Na semana passada, o senador Angelo Coronel chegou a comentar a composição das suplências em sua candidatura. Ele afirmou que a definição ainda depende das convenções partidárias, previstas para julho. Segundo ele, a composição deve contemplar diferentes segmentos da sociedade, com ênfase na representação municipal.
"Eu, por exemplo, luto e trabalho para que as nossas suplências sejam preenchidas por fatias de representatividade na sociedade. Por exemplo, eu defendo na minha suplência que uma delas um vereador ou uma vereadora assuma. Eu acho que vai ser um prestígio para uma classe, que é a classe que leva o voto para a urna, é a classe que está todo dia em contato com o eleitor", disse.
