Coronel defende indicação de vereador para suplência ao Senado e garante não ter veto a Marcelo Nilo
Por Gabriel Lopes
Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (6) ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou a composição das suplências em sua candidatura à reeleição ao Senado, na chapa de oposição ao lado de ACM Neto (União), além de comentar sua relação com o ex-deputado estadual Marcelo Nilo (Republicanos).
Ao tratar das indicações para as suplências, Coronel afirmou que a definição ainda depende das convenções partidárias, previstas para julho. Segundo ele, a composição deve contemplar diferentes segmentos da sociedade, com ênfase na representação municipal.
“As suplências serão preenchidas, é claro, mas nós temos até o mês de julho, que é quando vão acontecer as convenções para a gente bater o martelo. Eu, por exemplo, luto e trabalho para que as nossas suplências sejam preenchidas por fatias de representatividade na sociedade. Por exemplo, eu defendo na minha suplência que uma delas um vereador ou uma vereadora assuma. Eu acho que vai ser um prestígio para uma classe, que é a classe que leva o voto para a urna, é a classe que está todo dia em contato com o eleitor. Eu sempre defendo isso essa representatividade dos municípios. Eu sou municipalista e não posso em hipótese alguma deixar de estar na minha companhia, em uma das duas suplências, uma pessoa que representa também o municipalismo forte”, declarou.
O senador também falou sobre sua relação com Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia por dez anos, período que antecedeu a chegada de Coronel ao comando da Casa. Ele afirmou não haver restrições quanto à participação de Nilo em eventual composição política.
“Não foi uma perda, na verdade foi umas férias tiradas na época por Marcelo, que já tinha 10 anos, para dar espaço a outro. Hoje estamos muito bem, sem problema algum. Marcelo, hoje, assume a Câmara Federal como deputado federal, e quem sabe ele pode até se viabilizar para ser o novo candidato eleitoral federal. Mas se, por acaso, Deus aguar para ele participar da nossa chapa, eu não vejo problema nenhum, não existe veto, nem a ele, nem a ninguém. Eu só quero pessoas que venham realmente a representar o municipalismo”, afirmou.
