Caminhonete do Corpo de Bombeiros é flagrada em obra de imóvel ligado a ex-comandante em Vilas do Atlântico
Por Redação
Uma caminhonete do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi flagrada em uma obra de reforma em um imóvel ligado ao ex-comandante da corporação, coronel Adson Marchesini, em Vilas do Atlântico, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
A informação foi publicada pelo jornal Correio nesta segunda-feira (6). Segundo a reportagem, o imóvel está localizado na Rua do Sossego, lotes 19 e 20, na 3ª Etapa de Vilas do Atlântico, e a escritura consta em nome de Adla Angelini Almeida, apontada como irmã de consideração de Marchesini. O ex-comandante, no entanto, confirmou ser o proprietário da residência.

Foto: Reprodução / Jornal Correio
Vizinhos relataram que a obra envolveu alto investimento. “Ele vinha acompanhar a obra. Quase demoliu a casa inteira”, afirmou uma moradora que pediu anonimato.
A reforma foi iniciada há mais de um ano e concluída há cerca de quatro meses. Durante o período, uma picape modelo L200 Triton, placa RDQ 3A89, ano 2022, registrada em nome do Corpo de Bombeiros, teria sido utilizada para transporte de materiais de construção. Imagens mostram um homem retirando blocos de cimento do veículo, além de outro trabalhador na carroceria da caminhonete. À época dos registros, Marchesini ainda ocupava o comando da corporação.
Em 25 de março, o ex-comandante anunciou pré-candidatura a deputado federal nas eleições de outubro. Ele foi exonerado do cargo em abril do ano passado.
Questionado sobre o uso do veículo oficial na obra, Marchesini declarou: “Tem carro que me serve. Fui ver a obra várias vezes. É minha (picape vermelha), que eu usava. Meu motorista me levava para ver a obra. Posso ter levado alguma coisa quando fui. É normal, mas carregar material, não, nunca, esqueça”.
Sobre as imagens obtidas pelo Correio, nas quais um homem aparece retirando blocos de cimento de uma caminhonete com as mesmas características do veículo registrado em nome do CBM-BA, o ex-comandante respondeu: “Eu não estou gostando do rumo dessa prosa. Sou respeitado e me respeite. Eu fui comandante, tinha um carro a minha disposição que vinha comigo e, às vezes, levava uma caixa ou outra — isso é coisa minha. Minha casa foi feita por uma empresa, foi entregue pronta, meus móveis foram feitos por uma empresa. Não fiz mudança, não fiz nada. Estou tranquilo”, afirmou.
