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Evento reúne empresários baianos para apresentar oportunidades de negócios da maior mina subterrânea de níquel da América Latina

Por Rebeca Menezes

Evento reúne empresários baianos para apresentar oportunidades de negócios da maior mina subterrânea de níquel da América Latina
Fotos: Bahia Notícias

Um evento realizado pela Atlantic Nickel, em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), reuniu empresários e representantes da indústria baiana para apresentar potenciais negócios na região de Itagibá, no sul da Bahia, vinculados ao Projeto Underground da Mina Santa Rita. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira (1º), na Fieb, em Salvador, e apresentou a nova etapa de expansão da produção de níquel na Bahia.

 

A proposta foi destacar o potencial de geração de emprego, renda, desenvolvimento socioeconômico e fortalecimento da cadeia produtiva mineral, mantendo a renda em solo baiano. Durante a tarde, foram apresentadas as demandas de suprimento do empreendimento, que será a maior mina subterrânea de níquel da América Latina, promovendo a conexão entre fornecedores de bens e serviços e o projeto.

 

"É um grande salto qualitativo no desenvolvimento da mineração do nosso estado. É a primeira vez que nós vamos ter uma produção underground desse tamanho, com inicialmente 250 km de túneis, mas com potencial pra chegar a 300 km. Naturalmente, isso trará um incremento de números e de insumos que a indústria baiana precisa estar preparada pra suprir", defendeu o presidente da CBPM, Henrique Carballal.

 

Segundo o gestor, hoje a mina na superfície opera com 500 funcionários, mas a expectativa é ter um incremento de 1.500 pessoas no quadro quando houver a expansão. "Isso dá a dimensão do potencial que esse projeto traz. E a gente veio aqui hoje apresentar para o empresariado baiano para que ele possa estar preparado para suprir as demandas que esse projeto tem e a gente não assista indústrias de São Paulo, de Minas, do Rio, ou de qualquer outra parte do país [assumir os contratos]. Não tem nenhum problema, mas o que a gente quer de fato é desenvolver a economia da Bahia", detalhou Carballal.

 

Presente na apresentação, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, destacou a relevância do encontro para gerar negócios dentro da Bahia. "O nosso desafio é dar oportunidade aos empreendedores, fornecedores e produtores baianos. [...] Por isso, precisamos valorizar, porque em eventos como esse a gente envolve o empresariado baiano. E isso é muito bom para todos: para o fornecedor baiano, que tem a oportunidade de fazer; mas também para o empreendedor que tem a oportunidade de pegar um parceiro que conhece o território, as características especiais do território da Bahia. E ainda é bom para o estado, para a cidade que está recebendo, para que possa usufruir da melhor forma possível desse investimento", resumiu.

 

O níquel encontrado na região de Itagibá é o chamado níquel sulfetado, um tipo de minério primário de alto teor, essencial para a produção de níquel puro (99,9%) e baterias de veículos elétricos. Durante o encontro com os representantes da indústria, Carballal explicou que a CBPM tem conversado com especialistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Senai Cimatec para criar uma patente e diferenciar no mercado o material baiano de outro de menor potencial, encontrado em países como a Indonésia.