Irmã de empresária relata que policial penal suspeito de assassinato fazia brincadeiras com morte: "Não imaginávamos que ia acontecer"
Por Redação
A irmã da empresária Flávia Barros, assassinada em um quarto de hotel em Aracaju no último domingo (22), deu novos detalhes sobre o relacionamento dela com o policial penal Tiago Sóstenes, suspeito do crime.
Em entrevista ao Cidade Alerta, Cintia Barros, afirmou que o começo da relação foi pacífico, e não havia motivos para desconfiança. "Me tratava bem quando eu morava com ela, falava que queria casar com ela, ter filho com ela. Era o sonho dela formar uma família, ter uma filha. Ele prometeu isso a ela".
No entanto, depois de um tempo do namoro, o policial penal mudou o comportamento, com brincadeiras que indicavam a prática do crime. "Ele dizia 'eu vou te matar, eu vou te dar um tiro' e começava a rir. Só que a gente sempre levava na brincadeira. não imaginávamos que isso ia acontecer. Pela forma que ele tratava ela era sempre muito bem".
Cintia citou um ocorrido dias antes do crime, no dia 7 de março, véspera do Dia da Mulher. "Ele bebeu, uma coisa que não era para ter acontecido, porque ela disse que não queria cachaça. Ele começou a beber, foi no carro dele e deu tiro para cima. Ela surtou com ele, disse que não era para ter feito aquilo", o episódio motivou o término uma semana antes do aniversário dela.
Segundo a irmã da vítima, Tiago se queixava das postagens feitas por ela nas redes sociais e das coisas que ela falava. "Ele diminuia ela, cortava, não deixava concluir a fala. Eu percebi que com o tempo desse relacionamento ela perdeu o brilho dela. Com o tempo, ela não estava mais do jeito que ela era".
Apesar das questões, Cintia afirmou que o suspeito sempre dizia: "Ela era o amor da vida dele".
A irmã de Flávia ainda pontuou que Tiago conseguiu esconder detalhes do antigo casamento dele, a ponto dela não ter noção de que ele era casado. "O relacionamento deles foi uma coisa que ninguém entendia. Em nenhum momento ele chegou para a gente para dizer que era casado, que tinha um relacionamento complicado. Ela não sabia que ele era casado. Ele tratava ela muito bem".
Na última sexta, a advogada do caso do policial penal Tiago Sóstenes, investigado pela morte da empresária Flávia Barros, se defendeu nas redes sociais de ataques que vem recebendo desde que passou a integrar o time de defesa do agente. Priscila Mendes, afirmou que buscou separar a figura do profissional do crime investigado, reforçando o papel constitucional da advocacia. Segundo ela, o foco da equipe é a garantia dos direitos do cliente durante o processo legal.
Tiago passou por audiência de custódia na última quinta (26), e segue preso no Presidio Militar de Sergipe (Presmil).
