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Pesquisa mostra aumento expressivo da desaprovação a Lula entre os mais jovens, além de subir em meio às mulheres

Por Edu Mota, de Brasília

Presidente Lula em solenidade no Palácio do Planalto
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) elevou as preocupações do Palácio do Planalto não apenas por revelar um aumento da desaprovação ao trabalho do presidente, mas principalmente por um aumento maior à rejeição em segmentos do eleitorado antes considerados mais favoráveis a Lula, como entre os mais jovens, cidadãos com menor renda e escolaridade média e superior. 

 

No geral, a pesquisa mostrou que a desaprovação do trabalho do presidente Lula aumentou dos 52% verificados em fevereiro para 54% agora no mês de março. Já a aprovação de 47% para 46% no mesmo período. 

 

O resultado apurado no mês de março iguala o pior índice de desaprovação que Lula havia alcançado em seu terceiro mandato em outros dois momentos, em março e maio do ano passado. Já os piores patamares de aprovação chegaram a 45%, também nos meses de março e maio de 2025.

 

Na avaliação da aprovação do presidente Lula por cruzamentos demográficos, a AtlasIntel mostra piora significativa em alguns dos segmentos pesquisados. É o caso da faixa etária de eleitores entre 16 e 24 anos. Neste grupo, a desaprovação ao trabalho do presidente Lula estava em 58,6% na pesquisa de fevereiro, número que subiu agora para 72,7% no levantamento mais recente.

 

Também houve forte crescimento da desaprovação de Lula na faixa etária de pessoas entre 60 e 100 anos, com o índice passando de 39,2% em fevereiro para 50,8% em março. Nas demais faixas etárias as mudanças não foram tão significativas. 

 

Há uma variação maior de rejeição ao trabalho do presidente também entre as mulheres. Se em meio aos homens a desaprovação cresceu de 62,3% para 63,1%, entre as eleitoras esse número passou dos 41,8% verificados em fevereiro para 45,4% em março. 

 

Em meio à segmentação dos eleitores por religião, a desaprovação ao presidente Lula teve forte crescimento junto aos que se declaram evangélicos. Neste grupo, a desaprovação a Lula passou de 74,2% em fevereiro para 85,5% em março. Já entre os católicos, a rejeição permaneceu os mesmos 45%.

 

Outro grupo onde foi verificado forte aumento da desaprovação se deu entre aqueles que afirmam ter como nível educacional o ensino médio. Neste grupo, a rejeição ao trabalho do presidente cresceu de 53,6% para 63,5%. 

 

Já entre os que declaram ter como nível educacional o ensino fundamental, a rejeição a Lula caiu de 56,6% para 46,8%. Também houve crescimento da desaprovação nos que declararam ter ensino superior, de 40,7% para 48,2%.  

 

Já na segmentação dos eleitores por região do país, onde aconteceu o maior aumento da desaprovação do presidente Lula se deu na região Norte, onde subiu de 37,7% para 63,9%. Na região Sul também houve aumento exponencial da rejeição, que saltou de 49,3% em fevereiro para 60,2% em março.

 

A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel Bloomberg de 18 a 23 de março de 2026. Foram entrevistadas 5.028 pessoas com 16 anos ou mais. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-04227/2026.