Governo Trump processa Harvard por suposta discriminação contra judeus e israelenses
Por Redação
O governo do presidente Donald Trump entrou com uma ação judicial contra a Universidade Harvard nesta sexta-feira, alegando que a instituição violou direitos civis de judeus e israelenses. A medida representa uma escalada no conflito entre a Casa Branca e uma das universidades mais prestigiadas do mundo.
A ação foi apresentada em um tribunal distrital federal em Boston, após meses de investigação e tentativas do governo de firmar um acordo com a universidade. O embate já dura cerca de um ano e faz parte de uma ofensiva mais ampla da administração para reformular o ensino superior no país.
No processo, o governo afirma que Harvard “fez vista grossa ao antissemitismo e à discriminação contra judeus e israelenses”. Segundo a acusação, a universidade teria adotado políticas rígidas contra outras formas de preconceito, mas permitido que manifestações anti-Israel ocorressem “com impunidade” após o início da guerra em Gaza, em 2023.
“Em vez de prender os estudantes ou mesmo interromper a ocupação em tempo hábil, em violação à política da universidade, Harvard os alimentou”, diz o processo, que também menciona apoio de membros do corpo docente aos manifestantes.
A administração ainda sustenta que a instituição falhou em proteger estudantes judeus e israelenses de situações de assédio, incluindo agressões, perseguição e exclusão de espaços acadêmicos. Parte desses episódios, no entanto, é contestada.
“Os Estados Unidos não podem e não irão tolerar essas falhas e movem esta ação para obrigar Harvard a cumprir o Título VI e recuperar bilhões de dólares em subsídios pagos pelos contribuintes a uma instituição discriminatória”, afirma o texto da ação.
