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Hugo Motta defende avanço da reforma administrativa e critica estrutura “arcaica” do Estado

Por Redação

Hugo Motta defende avanço da reforma administrativa e critica estrutura “arcaica” do Estado
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender nesta terça-feira (17) que o Congresso Nacional avance na discussão de uma reforma administrativa. Segundo o parlamentar, é preciso aproveitar o “momento”, marcado pela cobrança popular por medidas contra supersalários no funcionalismo público, para ampliar o debate sobre o tema.

 

Em conversa com representantes do setor produtivo, na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Motta afirmou que o problema não se resume aos vencimentos acima do teto constitucional.

 

Para ele, o foco deve estar na modernização do Estado e na melhoria da eficiência da máquina pública.

 

“É um tema que defendo desde que assumi a Presidência da Câmara. Defendo uma reforma que não tenha a perseguição ao servidor público como objetivo, mas que priorize a discussão sobre a eficiência da máquina pública”, afirmou.

 

O deputado acrescentou que, embora a questão dos supersalários esteja em evidência, o debate precisa ir além.

 

“Essa discussão passa por esse tema que está em voga, que são os salários acima do teto, mas o problema não está apenas aí. Temos uma máquina pública que se tornou arcaica”, disse.

 

Motta também ressaltou a necessidade de redução de gastos no setor público. Na avaliação dele, a reforma administrativa pode contribuir para melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população.

 

“Diante disso, precisamos de uma discussão mais ampla, com foco em uma máquina pública mais eficiente. O Congresso já demonstrou sua preocupação e capacidade”, declarou.

 

O presidente da Câmara é padrinho de um conjunto de propostas de reforma administrativa que estabelece critérios para o pagamento de auxílios fora do teto. Os textos, no entanto, enfrentam resistência na Casa e ainda não começaram a ser analisados pelas comissões.

 

Para uma ala do Legislativo que apoia as propostas, decisões do Supremo Tribunal Federal podem abrir uma janela de oportunidade para o avanço da reforma.