Produção industrial baiana cresce de dezembro para janeiro, mas tem 2ª pior queda do país
Por Redação
A produção industrial da Bahia de janeiro voltou a apresentar alta em relação ao mês anterior, dezembro de 2025. No entanto, o aumento ainda representa uma queda quando comparado com os números de janeiro de 2025, porém. É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em janeiro, o crescimento foi de 3,0% entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, na comparação com ajuste sazonal, após ter registrado forte queda na passagem de novembro para dezembro, quando registrou -10,0%. Foi um desempenho acima do verificado no país como um todo, de 1,8%.
Em comparação aos estados, apenas 15 locais que têm informações para essa comparação, colocando a Bahia como o 4º maior avanço dentre eles, abaixo apenas de Pará (8,6%), São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%). Por outro lado, 8 locais registraram resultados negativos, puxados por Rio Grande do Sul (-4,5%), Espírito Santo (-4,3%) e o Ceará (-2,5%).
Na comparação com janeiro de 2025, porém, a produção industrial da Bahia teve forte queda, chegando a -10,3%, apresentando um segundo resultado negativo consecutivo frente ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho da Bahia ficou abaixo do nacional, onde houve variação positiva (0,2%), e foi a 2ª maior retração entre os 18 locais que têm resultados nesse confronto, acima apenas da registrada no Rio Grande do Norte (-24,9%).
Nessa comparação, 8 locais apresentaram crescimento, liderados por Pernambuco (27,7%), Espírito Santo (14,5%) e Mato Grosso do Sul (8,7%). Com os resultados do mês, a indústria da Bahia passou a ter queda na produção, no acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro (-1,0%). O indicador anualizado não apresentava resultado negativo para o estado desde abril de 2024.
O índice baiano está abaixo do nacional (0,5%) e apresenta a 7ª retração mais intensa entre os 18 locais pesquisados. Dos 10 locais com resultados negativos, os piores foram registrados em Rio Grande do Norte (-12,5%), Mato Grosso do Sul (-12,1%) e Mato Grosso (-5,6%). Por outro lado, Espírito Santo (13,6%), Rio de Janeiro (5,7%), Goiás (2,0%) e Santa Catarina (2,0%) tiveram as maiores altas.
