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Avaliação negativa de Lula se mantém estável, mas segue superior à positiva, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Por Redação

Avaliação negativa de Lula se mantém estável, mas segue superior à positiva, aponta pesquisa Ipsos-Ipec
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Uma nova pesquisa divulgada pelo Ipsos-Ipec indica que a avaliação negativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva permanece superior à positiva entre os brasileiros. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira (10), 40% consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 33% avaliam o governo como bom ou ótimo.

 

Apesar de a aprovação positiva ter apresentado leve crescimento em relação ao levantamento anterior, realizado em dezembro, quando estava em 30%, a percepção negativa permaneceu estável no patamar de 40%. Outros 24% classificam o governo como regular, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder.

 

De acordo com a diretora da pesquisa, Márcia Cavallari, embora haja uma pequena melhora na avaliação positiva, o saldo da avaliação continua negativo.

 

“O levantamento mostra uma leve recuperação da avaliação positiva, mas a percepção negativa ainda é majoritária, com saldo de sete pontos negativos”, afirmou.

 

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a forma como o presidente administra o país. Nesse cenário, 51% disseram desaprovar a gestão, enquanto 43% afirmaram aprovar. Outros 6% não souberam responder.

 

Os números indicam pouca variação em relação ao levantamento anterior: a aprovação subiu um ponto percentual, enquanto a desaprovação caiu um ponto.

 

Segundo a análise do instituto, o cenário aponta para estabilidade nas opiniões, mas com tendência negativa predominante.

 

O levantamento também aponta diferenças religiosas: 39% dos católicos avaliam positivamente o governo, enquanto entre evangélicos a avaliação negativa atinge 51%.

 

A pesquisa também mediu o grau de confiança no presidente. O resultado indica que 56% dos brasileiros dizem não confiar em Lula, enquanto 40% afirmam confiar. Outros 4% não souberam responder.

 

A confiança é majoritária apenas entre eleitores com 60 anos ou mais, grupo em que 51% dizem confiar no presidente.

 

Quando questionados sobre o desempenho geral do governo, 43% afirmam que ele está pior do que esperavam, 28% dizem que está igual, e 25% avaliam que está melhor.

 

Sobre a economia brasileira nos últimos seis meses, 42% consideram que a situação piorou, 27% dizem que melhorou e 28% avaliam que permaneceu igual.

 

Para os próximos seis meses, 36% acreditam que a economia vai melhorar, 33% acham que vai piorar e 23% projetam estabilidade.

 

METODOLOGIA
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março, em 131 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.