Menina de 17 anos é vítima de estupro coletivo no RJ e outros 4 jovens são suspeitos; articulador do crime é adolescente de 17 anos
Por Redação
Uma jovem de 17 anos foi vítima de um esturpo coletivo dentro de um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro, na zona Sul da capital fluminense.
Segundo informações que vieram a público neste sábado (28), pela TV Globo, quatro homens foram indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Todos jovens entre 17 e 19 anos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão e tentativas de prisão dos investigados maiores de idade. Nenhum deles foi localizado até o momento. A conduta do adolescente foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude. Ele não terá a identidade revelada.

Foto: Polícia Civil
No relato, a jovem explica que um dos suspeitos, de 17 anos, era seu colega de escola, e a convidou para ir ao apartamento de um amigo dele. Em depoimento, adolescente relatou que já havia tido um relacionamento com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então.
A DENÚNCIA
Em depoimento prestado ao lado da avó, a jovem detalhou o ocorrido. Ela conta que foi avisada, no local, que apenas dois amigos de João estariam no apartamento e ele teria insinuado que fariam “algo diferente” e ela recusou. Ela relata ter sido levada a um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros três rapazes teriam entrado no cômodo, assistido o ato e um deles passou a tocá-la sem consentimento.
Ela negou e o adolescente então sugeriu que os amigos continuassem no quarto desde que não a tocassem, ela aceitou. No entanto, a vítima relatou que eles tiraram a roupa, começaram a apalpá-la e depois ela foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A menina ainda relatou ter sido agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.
Ela relatou ainda que, ao deixar o apartamento, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.
LAUDO
A jovem passou por uma perícia, com exame de corpo de delito. No laudo, a análise indicou a existência de lesões compatíveis com violência física, como infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. O exame descreve ainda três grupos de equimoses nas regiões dorsal e glúteas.
Testes rápidos também apresentaram resultado positivo. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA.
