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Acusados de financiar milícia e grilagem na Bahia, grupo empresarial é dono da Nova Brasil, escola Maple Bear e rede Thathi

Por Redação

Acusados de financiar milícia e grilagem na Bahia, grupo empresarial é dono da Nova Brasil, escola Maple Bear e rede Thathi
Foto: Divulgação

As investigações sobre grupos armados no Oeste da Bahia, na divisa com Goiás, encontraram repasses de R$ 15 milhões em dois anos e meio para o policial militar aposentado Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, que está preso. A análise financeira apresenta algumas transferências partindo da empresa Agrothathi Ltda., que tem como sócia Adriana Baptiston Cefali Zaher, casada com Chaim Zaher. Eles são sócios do Grupo SEB, além de possuírem a Maple Bear Global, mais uma empresa na área de educação.

 

O empresário também é proprietário do Grupo Thathi de Comunicação, que tem como principal produto a Nova Brasil FM. Além disso, o empresário assumiu o SBT de João Pessoa no final de 2025. O grupo também passou a realizar a operação das afiliadas de emissora em Ribeirão Preto, Jaú, Bauru e Marília, todas no interior de São Paulo, em parceria com a família Abravanel. O Grupo Thathi já controla as unidades do SBT em São José dos Campos, Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto, além da Band de Santos e a Record de Campinas. O grupo consolida suas operações de TV no interior e no litoral do Estado.

 

A apuração ligada à Bahia encontrou repasses de empresas do grupo de R$ 15 milhões em dois anos e meio para um policial militar aposentado preso e réu por suspeita de comandar uma milícia privada que atuava na grilagem de terras na região. O Ministério Público identificou que repasses foram feitos por empresas e pessoas ligadas à agropecuária na região.

 

As transferências aconteceram de agosto de 2021 a abril de 2024 sendo identificadas a partir de relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que está sob sigilo sendo obtido pela Folha de S.Paulo. O documento aponta movimentação financeira atípica de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, que foi sargento da PM da Bahia.

 

As investigações sobre o tema estão em andamento e, apesar de serem citadas nos relatórios, as empresas não são mencionadas nas denúncias. A análise financeira evidencia que a Agrothathi Ltda. transferiu R$ 2,6 milhões para Erlani no período investigado. A empresa tem como sócia Adriana Baptiston Cefali Zaher, casada com Chaim Zaher. Eles são sócios do Grupo SEB.

 

Procurada, a Agrothathi afirma que foi fundada em 2020 e que firmou em meados de 2022 uma avença com a empresa de Erlani “com o objeto de prestação de serviços agrícolas e segurança patrimonial". "Toda a contraprestação dos serviços foi feita mediante medições, e pagamentos por meio da emissão das respectivas notas fiscais pelo sistema eletrônico”, justifica.

 

“A avença foi imediatamente rescindida quando a empresa tomou conhecimento, pela mídia, em abril de 2025, dos fatos relacionados à Empreiteira & Segurança CE do Corrente e seus sócios”, diz a nota da empresa.

 

O segundo lugar em transferência para Erlani, de quase R$ 1 milhão no período sob investigação, é a Agropecuária Ubatuba, que pertence ao empresário Nestor Hermes. As investigações do Gaeco afirmam que Hermes é “apontado como suposto líder do esquema de grilagem de terras na região de Cocos”.