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Bahia registra 3º maior índice de informalidade e 2º menor rendimento mensal país, aponta IBGE

Por Redação

Bahia registra 3º maior índice de informalidade e 2º menor rendimento mensal país, aponta IBGE
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O estado da Bahia registrou o terceiro maior índice de informalidade do Brasil e o segundo menor rendimento mensal entre trabalhadores do país. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (20).

 

O principal dado da pesquisa é referente à taxa de desemprego do último ano. Para o país como um todo, o ano de 2025 terminou com taxa de desemprego de 5,6%, a menor já registrada na série histórica iniciada em 2012.

 

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

 

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

 

Conforme a pesquisa, a Bahia também alcançou a taxa mínima de desemprego, com apenas 8,7% de sua população nessa condição. No entanto, quando observados outros dados, o cenário baiano se complexifica. As unidades da federação (UF) que alcançaram a taxa mínima de desemprego foram:



Montagem: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

 

Os dados consolidados de 2025 revelam que das 27 UFs, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%); e 15 superam o desemprego médio no país. Três estados do Nordeste apresentam as maiores desocupações.

 

INFORMALIDADE E RENDA 
A pesquisa do IBGE permite identificar desigualdades no nível de informalidade do mercado de trabalho ao longo do país. Enquanto o país terminou 2025 com informalidade de 38,1%, 18 estados ficaram acima dessa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.

 

Na informalidade, trabalhadores não têm garantidos direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias, por exemplo.

 


Montagem: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

 

O IBGE aponta ainda que o DF e oito estados fecharam o ano com rendimento mensal do trabalhador acima da média do país (R$ 3.560). O DF lidera com sobra o ranking, explicado pelo grande contingente de funcionários públicos na capital federal, que conseguem uma remuneração acima da média da iniciativa privada.

 

De todos os estados, apenas Amazonas, Amapá, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia e São Paulo estão abaixo do recorde de rendimento do trabalhador. São Paulo, por exemplo, apresentava rendimento de R$ 4.320 em 2014, em valores reais, ou seja, já considerada a inflação do período. Para o Amazonas, o maior salário registrado foi R$ 2.838 em 2012. 

 


Montagem: Eduarda Pinto / Bahia Notícias