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Fabya Reis discorda de perda de força da Mudança do Garcia e diz que bloco “está muito forte” em ano eleitoral

Por Francis Juliano / Bia Jesus

A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades), Fabya Reis, concedeu entrevista ao Bahia Notícias durante a Mudança do Garcia, realizada nesta segunda-feira (16) de Carnaval, em Salvador.

 

Entre os temas abordados, a gestora comentou as avaliações sobre uma possível perda de força do bloco, destacou o espaço para pautas sociais e falou sobre a presença de campanhas em defesa da vida das mulheres ao longo da folia.

 

"Não perdeu força. Olha esse percurso aqui. A gente tem mais de três horas até aqui, caminhando também com o nosso bloquinho da proteção social, e ao longo do percurso vem um conjunto de manifestações em defesa da nossa democracia. As categorias apresentam as suas pautas: tem a categoria dos vigilantes, dos professores, das enfermeiras, enfim", disse e completou.

 

Segundo a secretária, o contexto eleitoral também amplia o debate político dentro do tradicional cortejo.

 

"Temos aqui também um ano eleitoral. Então, nesse ambiente diverso, em que os candidatos e candidatas apresentam também as suas plataformas — os pré-candidatos e as pré-candidatas —, há mensagens do Governo da Bahia com suas campanhas contra o racismo e pela vida das mulheres. Eu avalio que este ano, pelo contrário, está muito forte e cada vez mais defendendo esse espaço, que é o espaço da diversidade e dos movimentos sociais. Essa é uma pauta do governo federal, do nosso presidente Lula, mas também do nosso governador Jerônimo, sobretudo de todas as instituições", disse.

 

Fabya também ressaltou a presença de campanhas de enfrentamento à violência de gênero durante o Carnaval.

 

"Vimos, em quase todos os blocos, essa agenda em defesa da vida das mulheres, pelo fim do feminicídio, trazendo a mensagem de que, no carnaval — que tem grandes atrações e grandes públicos, e é marcado pela presença da segurança pública e da saúde —, a Bahia é hoje vanguarda no Brasil nessa experiência de serviços integrados de direitos humanos e de proteção social", finalizou.