Nelson Rufino aceita reconhecimento entre sambistas por trajetória: "Parece um sonho"
Por Eduarda Pinto / Rebeca Menezes
Nelson Rufino tem recebido ao longo dos últimos anos, especialmente, o merecido reconhecimento sobre sua contribuição para o Samba da Bahia e do Mundo. Após diversas homenagens recebidas em Salvador, sobretudo, o cantor leva clássicos ao palco neste domingo (15), no Largo do Pelourinho, em meio ao Carnaval que homenageia o ritmo.
Questionado pelo Bahia Notícias se ele se enxerga como um líder do movimento - como defendido por tantos colegas do samba -, Rufino riu: "Eu vou remar contra a maré? De vez em quando eu brinco que humildade demais é demagogia. Então realmente a minha trajetória é bonita pra caramba. 'Tempo Ê' tá fazendo 50 anos, 'Jandirá' com 50 anos de gravada - foi a minha primeira música gravada... Parece um sonho. Tem horas que eu me toco assim: 'Tô vivo mesmo? Fui eu que fiz essa música mesmo? Eu me cobro muito. Sou muito exigente. Eu não quero terminar uma música de qualquer jeito. Eu rasgo três, cinco rascunhos. Eu digo assim: 'Rufino, você pode mais, essa palavra tá feia'. Por isso está dando certo até hoje".
Durante o papo, Rufino também falou sobre o processo de renovação dos sambistas. "Depois de um vácuo - perdemos Batatinha, Riachão, Everaldo -, eu tinha uma grande preocupação: quem viria pra substituir nosso primeiro time. E graças a Deus eu tenho visto uma garotada pintando. Não vou dar nomes ainda, pra não rolar ciúme, mas todos eles estão fazendo um trabalho maravilhoso, pra minha felicidade, como sambista", defendeu.
