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CPF em nome de Jeffrey Epstein aparece como regular na Receita Federal

Por Redação

CPF em nome de Jeffrey Epstein aparece como regular na Receita Federal
Foto: Reprodução

O criminoso sexual Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual de menores e tráfico humano, possui um CPF com situação regular junto à Receita Federal do Brasil. O documento expedido em nome de Epstein foi citado em uma lista de bens apreendidos pelas autoridades americanas, divulgada na mais recente leva de arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

 

Em um dos documentos disponibilizados para consulta pública, que parece ser um inventário de materiais apreendidos durante a investigação, as autoridades americanas mencionam a existência de um “CPF brasileiro” acompanhado de uma procuração. Por se tratar de uma lista descritiva, não há detalhes sobre eventual uso do documento pelo financista.

 

 

Em consulta ao sistema da Receita Federal realizada nesta quinta-feira, um CPF emitido em nome de Jeffrey Edward Epstein consta como “situação regular”. As informações indicam que o registro foi feito em 23 de abril de 2023. A data de nascimento vinculada ao documento coincide com a do empresário americano.

 

Os documentos relacionados ao caso também apontam vínculos e interesses de Epstein com o Brasil e com cidadãos brasileiros. Em e-mails e trocas de mensagens com diversos interlocutores, ele mencionou políticos, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, além de empresários como Eike Batista. Não há confirmação de contato direto com nenhum deles.

 

Segundo os arquivos, Epstein enviou valores a pelo menos um brasileiro, Reinaldo da Silva, casado com o ex-embaixador do Reino Unido em Washington, Peter Mandelson, o que gerou repercussão política no Reino Unido. Também há registros de que o financista negociou a compra de uma agência de modelos brasileira com a intenção declarada de “ter acesso a garotas”.

 

Em uma troca de e-mails com a empresária alemã Nicole Junkermann, com quem mantinha relações comerciais, Epstein discutiu a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em mensagem de 5 de outubro de 2011, Nicole questiona o que ele achava de “tirar a cidadania brasileira”. No mesmo dia, Epstein responde que considerava a ideia “interessante”, mas pondera que vistos poderiam ser um problema ao viajar para outros países. As mensagens não apresentam contexto adicional sobre a conversa.