Deputados ligados a Jerônimo aumentam críticas à gestão de Bruno Reis como estratégia eleitoral
Por Fernando Duarte
A oposição à prefeitura de Salvador decidiu, ao longo das últimas semanas, atacar a administração de Bruno Reis (União) de maneira mais incisiva. A estratégia, todavia, não envolve diretamente os vereadores da capital baiana, mas deputados federais e estaduais que mantêm relação com a cidade, porém não estão no embate diário com a população, como é o caso dos edis. Segundo fontes do Bahia Notícias, a mudança de postura teria ocorrido após pesquisas qualitativas indicarem desgastes na relação do prefeito com os eleitores.
Em entrevistas recentes, tanto Bruno Reis quanto auxiliares diretos do prefeito admitem que o primeiro ano da segunda administração é o “mais difícil” para um gestor. Com muitas obras em planejamento, os resultados começam a ser percebidos apenas após a virada do ano. Tanto que, no último dia 26, Bruno acelerou a entrega do Viaduto José Linhares, uma das obras de mobilidade com grande impacto em um dos funis da capital baiana.
Por isso, há uma perspectiva otimista de que os sinais de alerta percebidos pela oposição nas pesquisas qualitativas sejam temporários e que possam facilmente ser superados pela administração municipal. Contudo, não quer dizer que parlamentares ligados ao governo da Bahia não possam tentar “colar” a imagem de que Bruno Reis está desgastado e, com isso, indiretamente, atingir o pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União), aliado e antecessor do atual prefeito.
As críticas recentes à prefeitura vão desde a ressuscitação de um estudo publicado em agosto do ano passado sobre educação infantil até ataques mais voltados a declarações do prefeito Bruno Reis sobre transporte público. Segundo um aliado do governo Jerônimo Rodrigues, em condição de anonimato, o pleito do próximo mês de outubro gerou a percepção de “uma janela de oportunidade” para expor supostas falhas na gestão de Salvador, sob controle do grupo de Bruno Reis e ACM Neto desde 2013.
Do lado da prefeitura, entretanto, o alerta não chega a ser tão problemático. “É fase”, resumiu um aliado.
