Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Bahia aparece entre os estados com maior índice de fraude em combustíveis

Por Luis Vasconcelos

Bahia aparece entre os estados com maior índice de fraude em combustíveis
Marcello Casal jr/Agência Brasil

Um estudo recente realizado pelo Instituto Combustível Legal (ICL) revelou dados sobre a comercialização de derivados de petróleo no Brasil. Por meio do programa "Cliente Misterioso", o ICL analisou mais de 3.200 amostras de gasolina, etanol e diesel em 14 estados ao longo de 2025, traçando um mapa da criminalidade no setor.

 

O resultado? 28% das amostras apresentaram irregularidades, abrangendo desde a qualidade até a quantidade entregue pela bomba.

 

A Bahia aparece com destaque negativo no levantamento, se consolidando como um dos estados com maior incidência de problemas. No ranking da adulteração, a Bahia está entre os 5 estados brasileiros com mais casos de combustível irregular, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Goiás.

 

Dentro do território baiano, o estudo identificou "zonas de risco" onde a probabilidade de fraude é acentuada. O eixo metropolitano concentra os principais focos, com destaque para as cidades de Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari.

 

As irregularidades detectadas se dividem em duas frentes principais. A primeira é a fraude volumétrica, conhecida como "bomba baixa", sendo o problema mais frequente na Bahia. Por meio de dispositivos eletrônicos ou softwares manipulados, a bomba registra uma quantidade de litros maior do que a que efetivamente entra no tanque. Com isso, o consumidor acaba pagando pelo que não recebe.

 

A segunda é a qualidade e misturas indevidas, que inclui o excesso de anidro na gasolina, a adição de metanol e a mistura de solventes que comprometem a queima do combustível.

 

Além do prejuízo financeiro imediato e da evasão fiscal que desestabiliza a economia, o combustível adulterado é um veneno para o veículo. O uso contínuo danifica componentes como bicos injetores, velas de ignição, filtros, bomba de combustível e catalisador.

 

A fiscalização, liderada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelo Procon, reforça que o consumidor é o fiscal mais importante. Por lei, todo posto é obrigado a realizar o teste de qualidade da gasolina na frente do cliente, caso seja solicitado. O consumidor também pode exigir o teste de litragem para conferir se a bomba está entregando o volume correto.