GCM inicia aulas com mulheres e público LGBT+ para defesa pessoal em festas populares
Por Redação
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador iniciou, nesta quinta-feira (22), a oficina de defesa pessoal ofertada para mulheres e público LGBT+, com foco em festas de rua. O curso busca fortalecer a autonomia do público alvo diante de situações de risco e violência, como a importunação sexual.
Participaram da primeira turma 25 pessoas. A aula foi marcada por ensinamentos sobre técnicas de autodefesa, noções de primeiros socorros e orientações sobre como acionar a rede de apoio em casos de violência. As aulas se repetem para novas turmas nos dias 27 e 29 de janeiro, 3 e 5 de fevereiro, sempre na sede da Guarda Civil, na Avenida San Martin, com atividades pela manhã (das 8h às 12h) e à tarde (das 13h às 17h).
.jpg)
Fotos: Bruno Concha / Secom PMS
Nas primeiras horas da oficina, o guarda e professor de boxe Anderson Roberto Corrêa, 50 anos, ensinou como se defender de situações indesejadas. As participantes aprenderam como se desvencilhar de puxões de cabelo e tentativas de beijos e abraços indesejados, por meio de técnicas de distanciamento através do uso das palmas das mãos e cotovelos, com golpes curtos que criam espaço de fuga, sem necessidade de força extrema.
“O caráter principal da defesa pessoal é a recusa de força, podendo ser aplicada contra oponentes de maiores dimensões ou com maior força muscular”, explicou o professor. Corrêa também demonstrou como usar a base do boxe para evitar quedas em locais com multidão e empurra-empurra.
No que diz respeito aos primeiros socorros, o público participante também aprendeu como agir em casos de desmaios e insolação, com a identificação de sinais de exaustão térmica e o posicionamento adequado da pessoa para recuperar a consciência. “Para ajudar alguém que passou do limite com a bebida, o ideal é colocar na posição lateral de segurança para evitar a aspiração de vômito”, informou Corrêa.
A última hora da oficina foi dedicada às noções de legislação, acolhimento e rede de apoio em casos de violência. Os monitores abordaram questões relacionadas à importunação sexual, estupro, LGBTfobia e racismo. Em 2025, a GCM beneficiou 915 pessoas em 41 cursos de defesa pessoal.
