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Sidônio completa um ano na Secom com recuperação de Lula nas pesquisas e conquista de milhões de novos seguidores

Por Edu Mota, de Brasília

Sidônio Palmeira em audiencia na Câmara
Foto: Edu Mota / Brasília

No último dia 14 de janeiro, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, completou um ano à frente do cargo, que antes era ocupado pelo deputado Paulo Pimenta (PT). Sidônio tomou posse em meio ao pior momento vivido pelo governo Lula nas pesquisas de opinião, além da crise iniciada a partir de notícias sobre uma suposta medida da Receita para monitorar operações via Pix. 

 

A entrada de Sidônio na Secom foi saudada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, como a virada de chave na comunicação do governo Lula. Rui Costa concordava com as críticas de que o governo “se comunicava mal”, e disse que tinha plena confiança de que Sidônio Palmeira iria reverter este cenário, principalmente com a promoção de uma mudança de linguagem nas redes sociais oficiais de Lula e do governo federal.

 

Entre as exigências que fez ao presidente Lula quando aceitou o convite para se tornar ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio estabeleceu condições, como, por exemplo, ter total autonomia para demitir integrantes da gestão anterior e formar sua própria equipe. Lula deu carta branca e o novo secretário realizou feitos que Paulo Pimenta não tinha conseguido, como tirar o Instagram do presidente das mãos do fotógrafo oficial Ricardo Stuckert, além de exonerar diversas aliadas da primeira dama Janja que comandavam as redes sociais do Planalto. 

 

Outro pedido feito por Sidônio Palmeira a Lula, e que foi acatado em 2025, foi o aumento no Orçamento da Secretaria de Comunicação da Presidência. O publicitário baiano demonstrou ao presidente que as verbas da pasta eram insuficientes para operar uma melhoria da comunicação oficial.

 

Atualmente, a Secretaria de Comunicação tem à sua disposição cerca de 1 bilhão de reais. O valor é 60% maior do que o ministro Paulo Pimenta teve em 2024. 

 

No ano passado, a Secom alcançou a marca de R$ 130 milhões em despesas com anúncios on-line. O valor representa um grande salto em relação às despesas da secretaria em anos anteriores: R$ 51 milhões em 2023, e R$ 44 milhões em 2024.

 

De acordo com levantamento realizado pela revista Piauí, a maior parte da verba da Secom vai para campanhas de publicidade. Por determinação do ministro, pelo menos 30% do que é gasto com essas campanhas tem sido direcionado à internet (a média era de 20%, até então). 

 

Os dados de 2025 mostram que a Secretaria de Comunicação concentrou os anúncios em um número menor de sites e plataformas, mas aumentou o dinheiro aplicado em cada uma delas, sobretudo nas chamadas big techs. O Google, que em 2024 recebeu R$ 9,5 milhões de reais para veicular propagandas do governo, neste ano já havia embolsado mais de R$ 36 milhões até novembro. 

 

Já os gastos com a Meta, que gerencia o Instagram e o Facebook, saltaram de R$ 20 milhões de reais para R$ 32,9 milhões no mesmo período. A estratégia digital implementada por Sidônio passa, em larga medida, por impulsionar postagens em redes sociais, repetindo o que fez na campanha de Lula, em 2022. 

 

Segundo a Piauí, a biblioteca de anúncios da Meta informa que, de agosto a novembro de 2025, a Secom gastou R$ 17,6 milhões patrocinando posts no Facebook e no Instagram. 

 

A estratégia de acabar com divisões internas que prejudicavam a divulgação das ações do presidente Lula, de profissionalizar a edição de vídeos e criação de conteúdos para redes, combinadas com o aumento nas verbas à disposição da Secom, levaram o ministro Sidônio Palmeira a colher resultados nestes 12 meses à frente da pasta. Entre seus feitos estão a melhoria na aprovação do líder petista em pesquisas de opinião, além de um aumento expressivo no número de seguidores nas redes sociais.

 

Em relação às redes sociais, neste seu primeiro ano de gestão, inclusive com a concentração de poderes na Secom, o ministro Sidônio Palmeira conseguiu aumentar a quantidade de seguidores do presidente Lula de 36,6 milhões para 40,3 milhões. No total, cerca de 3,7 milhões de novos inscritos nas contas de Lula no Instagram, X (antigo Twitter), Facebook, Threads, Blue Sky, TikTok e Youtube. 

 

Confira abaixo como estão atualmente as redes do presidente Lula, em número de seguidores, em comparação como elas estavam na época em que Sidônio assumiu a Secom:

 

Instagram - 14,3 milhões (eram 12,9 milhões)

X (antigo Twitter) - 9,9 milhões (eram 9,3 milhões)

Facebook - 6 milhões (5,6 milhões)

Threads - 3 milhões (eram 2,5 milhões)

Blue Sky - 295 mil (eram 200 mil)

TikTok - 5,3 milhões (eram 4,7 milhões)

Youtube - 1,57 milhão (1,4 milhão)

Total: 40,365 milhões (eram 36,6 milhões)

 

O volume de postagens nas redes do presidente Lula deve crescer ainda mais em 2026, quando as três agências contratadas pelo governo para cuidar da comunicação digital – Brivia, Binder e BKR – entrarem em ação. A licitação prevê que elas forneçam anualmente 3 mil vídeos, 1 mil ilustrações, banners e infográficos, 156 episódios de podcast, entre outras metas. As três empresas dividirão um orçamento de R$ 98 milhões.

 

A Secretaria de Comunicação tocada por Sidônio Palmeira também pode comemorar neste começo de 2026 a recuperação da situação do presidente Lula nas pesquisas de opinião. Em meados de 2025, Lula e o seu governo chegaram ao fundo do poço nas pesquisas, com os piores resultados desde o início do terceiro mandato. 

 

O instituto Genial/Quaest, por exemplo, revela que em janeiro de 2025, mês da entrada de Sidônio Palmeira na Secom, a avaliação do governo Lula era negativa para 37% e positiva para 32%. No pior momento do governo, no mês de maio de 2025, a Quaest mostrava uma avaliação negativa de 43%, contra uma positiva de apenas 26%, uma diferença, portanto, de 17 pontos percentuais.

 

Neste começo de ano, a mais recente pesquisa Quaest revela veio caindo durante o ano passado, e agora está em 39%. Já a avaliação positiva subiu até alcançar os atuais 32%. A diferença entre ambas, que era de 17 pontos, recuou para apenas sete pontos percentuais.

 

O mesmo movimento aconteceu na aprovação pessoal do trabalho do presidente Lula. Em janeiro de 2025, Lula tinha uma desaprovação de 49%, contra uma aprovação de 47%. A diferença, portanto, era de apenas 2%.

 

Em maio, a desaprovação ao trabalho do presidente chegou a 57%, contra uma aprovação de apenas 40%, diferença de 17 pontos percentuais. Agora em janeiro, a Quaest mostra que a desaprovação está em 49% e a aprovação em 47%, o mesmo patamar de janeiro do ano passado. A diferença, portanto, recuou de 17% para apenas dois pontos percentuais.

 

O desafio imposto a Sidônio Palmeira neste seu segundo ano à frente da Secom é o de melhorar a visibilidade do presidente Lula nas redes sociais, além de levar o presidente a ter uma aprovação maior do que a desaprovação nas pesquisas de opinião. E este trabalho de busca de sucesso na apresentação das melhorias promovidas pelo governo deve seguir até julho, quando começa efetivamente o calendário eleitoral a partir da realização das convenções partidárias. 

 

Para comandar a parte de comunicação da campanha eleitoral do presidente Lula, Sidônio Palmeira provavelmente deve deixar o governo federal a partir de julho, para se dedicar integralmente à tentativa de reeleger o líder petista. Na campanha, Sidônio deve dividir o trabalho com o marqueteiro baiano Raul Rabelo. 

 

Segundo informação recente da colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles, Raul Rabelo foi escolhido para atuar na campanha de Lula por já ter trabalhado com Sidônio na última eleição, além de ter estado à frente de outras corridas eleitorais, a exemplo do governo da Bahia. Formado em Comunicação Social pela Universidade Católica do Salvador, Raul Rabelo é considerado nome de confiança de Sidônio Palmeira. 

 

Em uma curta postagem nas suas redes sociais, o ministro Sidônio Palmeira falou sobre o primeiro ano que completou à frente da Secom e dos desafios impostos para o futuro.

 

"Há um ano, recebi o convite para liderar uma nova fase da comunicação do Governo do Brasil. Um ano de trabalho construído ao lado do povo brasileiro, com escuta atenta e presença constante. O caminho é coletivo. E o trabalho continua", disse o ministro.