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Polícia Civil cumpre mandado em Ondina contra fotógrafo investigado por pornografia sem consentimento

Por Redação

Polícia Civil cumpre mandado em Ondina contra fotógrafo investigado por pornografia sem consentimento
Foto: Reprodução / Google Street View

A residência de um fotógrafo no bairro de Ondina, especificamente no edifício Atlantic City Apart Service Salvador, foi alvo de uma busca da Polícia Civil durante deflagração da Operação Imagem Proibida na manhã desta terça-feira (13). Atuando em conjunto com os investigadores do Rio Grande do Sul, as investigações apuram crimes de divulgação de cenas de nudez e pornografia sem consentimento das vítimas, praticados por meio da internet.

 

As apurações indicam que o investigado abordava mulheres que trabalham com a própria imagem, como influenciadoras e modelos, oferecendo ensaios fotográficos por valores abaixo do mercado, entre R$ 30 e R$ 50. Durante as sessões, ele convencia as vítimas a retirar peças de roupa e realizar poses sensuais. 


Investigadores cumprindo as diligências em Ondina | Foto: Pedro Moraes / PC

 

Posteriormente, as imagens íntimas teriam sido divulgadas e comercializadas sem consentimento, por meio de site de conteúdo adulto. As investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul relatam que há indícios de que o número de vítimas possa ultrapassar 100 em todo o país.

 

O investigado, de 27 anos, que atua como fotógrafo, foi preso preventivamente no dia 3 de janeiro, no estado do Rio Grande do Sul, durante a primeira fase da operação, ocasião em que também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

 

Em Salvador, o homem estava morando em Ondina e estudava na capital em um curso de mestrado. Até o momento, ao menos sete ocorrências foram registradas contra o suspeito. Durante a ação realizada na capital baiana, foram apreendidos aparelhos eletrônicos na residência onde o investigado morava.

 

Os materiais serão submetidos à perícia técnica especializada, com o objetivo de subsidiar o aprofundamento das investigações e a eventual identificação de novas vítimas.

 

A medida judicial é decorrente de apuração conduzida pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Porto Alegre/RS. As investigações seguem sob a Polícia Civil gaúcha.