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Administradora de megaempreendimento em Boipeba comunica saída “amigável” de José Roberto Marinho

Por Leonardo Almeida

Administradora de megaempreendimento em Boipeba comunica saída “amigável” de José Roberto Marinho
Foto: Reprodução / Bahia Terra

 

O empresário e herdeiro do Grupo Globo, José Roberto Marinho, oficializou sua saída da empresa Mangaba Cultivo de Coco, que é responsável por um megaempreendimento na Ilha de Boibepa, localizado no município de Cairu. Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (29), a companhia comunicou a saída “amigável” do empresário para focar em “projetos pessoais”.

 

Assim, José Roberto Marinho também deixa a administração da propriedade “Fazenda Ponta dos Castelhanos”, que levantou polêmica por supostamente ocupar 20% da Ilha de Boipeba. Agora a empresa seguirá sendo comandada pelo empresário A empresa segue sob a administração de Marcelo Pradez de Faria Stallone.

 

“A saída de José Roberto Marinho, Presidente da Fundação Roberto Marinho e Vice-Presidente do Conselho do Grupo Globo, ocorre de forma amigável e consensual, para que ele possa se dedicar integralmente a seus projetos e interesses pessoais. A empresa segue sob a administração de Marcelo Pradez de Faria Stallone, reafirmando seu compromisso de colaboração com os órgãos públicos, parceiros e a comunidade em que estamos inseridos, diz o comunicado.

 

Desde o seu anúncio, a construção do resort de luxo da Mangaba levantou críticas em diferentes setores. O projeto chegou a sofrer uma intervenção do governo federal que determinou a suspensão da autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) para a construção do megaempreendimento.

 

O projeto em si previa uma ocupação de mais de 16 milhões de metros quadrados, o que equivale a cerca de 20% da Ilha de Boipeba. Em 2023, o Bahia Notícias obteve acesso à planta de construção e constatou também a previsão de obras para a elaboração de até dois campos de golfe, além de um aeródromo, com uma pista de pouso de 1200 metros, para receber aviões de pequeno porte.

 

Na hotelaria do empreendimento, há a construção do “Hotel de Praia”, também chamado de “Pousada 03”, que ficaria entre a foz do Rio Catu e o mar, na região em que, de acordo com o projeto, estariam as praias mais belas, com profundidade para banho e próxima aos recifes.

 

Nesta parte do projeto, há uma grande preocupação ambiental: a “Pousada 03” está prevista para um local de desova de tartarugas marinhas, já com acompanhamento do Projeto Tamar, e que tem a previsão de instalação de uma base de pesquisa, proteção e educação.

 

A informação, portanto, havia sido negada pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema) em entrevista realizada para o Bahia Notícias no dia 16 de março. Na ocasião, o chefe de gabinete da Sema, André Ferraro, afirmou que a construção não se tratava de um “condomínio fechado”, além de que não seriam construídos os campos de golfe e o aeródromo.

 

Em nota, o Inema prezou pela legalidade da construção e afirmou que a autorização pelo órgão foi expedida seguindo orientações do Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica. Além disso, o instituto afirmou que a licença concedida já havia restrição ao início de quaisquer intervenções até que fosse emitido o termo autorização de uso sustentável.