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Suprema Corte dos EUA autoriza fim de status legal temporário para mais de 500 mil imigrantes

Por Redação

Suprema Corte dos EUA autoriza fim de status legal temporário para mais de 500 mil imigrantes
Foto: FAB / Divulgação

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta sexta-feira (30), que o governo do presidente Donald Trump retire o status legal temporário de mais de 500 mil imigrantes, decisão que abre caminho para a possível deportação em massa de cidadãos venezuelanos, cubanos, haitianos e nicaraguenses.

 

A medida marca uma reviravolta nas políticas migratórias dos EUA e revoga a proteção concedida em 2022, durante o governo do democrata Joe Biden, que havia lançado o programa com o objetivo de reduzir as travessias ilegais na fronteira. O status legal temporário permitia que esses estrangeiros entrassem legalmente no país com o apoio de patrocinadores e permanecessem por até dois anos, com permissão para viver e trabalhar em território norte-americano.

 

O processo chegou à Suprema Corte após a revogação do programa ser anunciada por Trump em março deste ano. A Justiça de Boston havia suspendido a medida em abril, mas agora a mais alta corte do país reverteu essa decisão. O tribunal não divulgou o placar da votação nem apresentou justificativas detalhadas, mas duas juízas votaram contra a medida.

 

Segundo o Departamento de Justiça, a suspensão do programa migratório por tribunais inferiores "derrubou políticas imigratórias críticas" e minou propostas que, segundo o órgão, foram decisivas para o retorno de Trump à presidência nas eleições de novembro de 2024.

 

Os imigrantes afetados alegaram à Corte que a revogação da liberdade condicional de imigração os deixaria imediatamente vulneráveis à deportação acelerada, mesmo com pedidos de asilo pendentes. Afirmaram ainda que a medida implicaria, separação familiar e o retorno forçado a países onde estariam sob risco de perseguição, violência e até morte.

 

Organizações de direitos humanos e defensores dos imigrantes criticaram duramente a decisão, apontando para o agravamento da crise humanitária e para o impacto devastador que pode atingir milhares de famílias que hoje vivem legalmente nos Estados Unidos sob a proteção do programa.

 

O governo Trump ainda não divulgou um cronograma para a implementação da revogação, mas a expectativa é que novas medidas administrativas comecem a ser anunciadas nos próximos dias.