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Salvador é capital com maior número de vias em que só circulam motos, bicicletas e pedestres

Por Ana Clara Pires

Salvador é capital com maior número de vias em que só circulam motos, bicicletas e pedestres
Foto: Divulgação / PRF

Em meio aos desafios de infraestrutura urbana, Salvador aparece como a capital brasileira com maior proporção de moradores vivendo em ruas com baixa capacidade de circulação. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022 sobre Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, 23,1% da população soteropolitana, cerca de 555 mil pessoas, residiam em vias por onde só circulam pedestres, bicicletas ou motocicletas.

 

Essas vias de baixa capacidade, muitas vezes estreitas e sem estrutura adequada, dificultam o acesso a veículos maiores como ambulâncias, caminhões de coleta de lixo ou ônibus. A presença dessas limitações compromete diretamente a mobilidade, o acesso a serviços públicos e a segurança dos moradores.

 

Salvador está à frente de outras capitais nordestinas como Recife (16,1%) e Macapá (15,4%), que ocupam o segundo e terceiro lugares no ranking, respectivamente. Por outro lado, Palmas (0,04%), Goiânia (0,06%) e Campo Grande (0,15%) registraram os menores percentuais de moradores vivendo em vias de baixa circulação.

 

A situação baiana também é preocupante. Em 2022, 6,9% da população do estado, cerca de 719 mil pessoas, morava em vias com baixa capacidade de circulação. O percentual é o quarto mais alto entre os estados brasileiros, atrás apenas de Amapá (15,1%), Pernambuco (8,4%) e Amazonas (8,3%).

 

No cenário nacional, a realidade é menos crítica: apenas 2,9% da população brasileira, aproximadamente 5 milhões de pessoas, vivia em vias com baixa capacidade de circulação.

 

Se por um lado Salvador lidera em população vivendo em ruas de difícil acesso, por outro, tem o menor percentual de moradores em vias com máxima capacidade de circulação, ou seja, ruas e avenidas por onde transitam ônibus, caminhões e demais veículos pesados. Apenas 56,7% da população soteropolitana, cerca de 1,36 milhão de pessoas, vivem nessas áreas.

 

Esse número está bem abaixo da média nacional: no Brasil, 90,8% da população mora em vias com capacidade total de circulação. Na Bahia, o índice é de 82,6%, o terceiro menor entre os estados brasileiros.