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"Arrastão dos Residentes" celebra o carnaval e luta por mais direitos para a categoria

Por Eduarda Pinto / Ana Clara Pires

"Arrastão dos Residentes" celebra o carnaval e luta por mais direitos para a categoria
Foto:Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em um ambiente de descontração e solidariedade, o "Arrastão dos Residentes" tomou as ruas de Salvador, reunindo estudantes e profissionais da saúde, em um bloco que marca seu primeiro ano de existência. A iniciativa surgiu como uma forma de celebrar o carnaval de uma maneira acessível e inclusiva, destacando as dificuldades enfrentadas pelos residentes, principalmente em relação às longas jornadas de trabalho e os baixos salários.

 

Em entrevista, a vereadora Aladilce, do PCdoB, que também participou do bloco, expressou seu apoio à iniciativa. "Eu sou da área da saúde, e muitos amigos dessa área também estão aqui. Estamos nos divertindo e incentivando o carnaval das bandinhas, que saem espontaneamente, sem precisar de autorização, pois a rua é a passarela do povo", destacou a vereadora.

 

"Essas bandinhas são muito importantes porque representam o carnaval mais autêntico. Embora o carnaval com trios elétricos seja incrível, as bandinhas oferecem um espaço mais tranquilo, acessível para todas as idades", completou Aladilce.

 

Por outro lado, Tiago Almeida, organizador do bloco e residente da área da saúde, explicou a origem do "Arrastão dos Residentes". "Foi uma ideia natural. Os residentes enfrentam muita dificuldade para se divertir, já que temos uma carga horária de 60 horas semanais e uma bolsa que mal cobre os custos básicos, quanto mais um camarote. Então, fizemos o nosso próprio bloquinho para curtir do nosso jeito", afirmou Tiago, de 28 anos. 

 

"Este primeiro ano foi de integração, de se conhecer e se divertir. Queremos que, a cada ano, o Arrastão cresça mais, até que possamos conquistar nossos direitos e um SUS mais fortalecido", concluiu.