Policial delatado por Gritzbach lavou dinheiro para “viúva do PCC”, diz PF
Por Redação
A Polícia Federal (PF) indiciou 14 suspeitos por envolvimento nos crimes revelados por Vinícius Gritzbach, assassinado em novembro de 2024. No relatório da investigação, a PF descreve como o policial civil Rogério Almeida Felício, conhecido como Rogerinho, teria se aliado à sua companheira — viúva de um ex-gerente do Primeiro Comando da Capital (PCC) — para cobrar dívidas e assumir a empresa usada pelo traficante para lavagem de dinheiro.
A apuração teve início a partir da delação de Gritzbach, que relatou ter sido vítima de extorsões praticadas por policiais civis, incluindo um delegado. Segundo o delator, os agentes exigiram R$ 40 milhões para não incriminá-lo pelo assassinato do traficante Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta, crime que ele negava ter cometido.
Gritzbach também afirmou que os policiais se apropriaram de relógios de luxo, um sítio e dinheiro vivo durante a suposta cobrança.
