Na Antena 1, Sidônio Palmeira reforça humor de campanhas na Bahia, mas alerta que "meme está derrubando conteúdo"
Por Redação
O uso de memes e produções de conteúdos digitais é uma das apostas de candidatos durante a campanha eleitoral. O tema que ainda divide opiniões de especialistas e profissionais da política, foi um dos assuntos tratados pelo o famoso marqueteiro Sidônio Palmeira, durante entrevista ao Bahia Notícias no Ar, programa da rádio Antena 1 Salvador (100.1 FM), na manhã desta quarta-feira (11).
O ex-marqueteiro do presidente Lula explicou que o uso da ferramenta de humor na Bahia está associada com o gosto dos baianos pelo humor e por conta do estilo de vida que a população tem.
“Porque muitas vezes o pessoal de publicidade, de marketing da Bahia tem destaque? Porque a Bahia é mais soltinha, sabe? A Bahia é musical, tem gingo, a Bahia gosta do humor, gosta da brincadeira, gosta do meme, os baianos gostam disto. É o estilo de vida dele, o jeito de viver deles é assim corrente não é cada dia que a gente está com uma música tá fazendo uma brincadeira. Isso é importantíssimo na comunicação”, destacou Palmeira.
Sidônio comentou também sobre a importância dos candidatos conseguirem se comunicar de uma forma agradável para tratar todos os assuntos.
“O problema é outro e eu acho que se você fizer campanha todo fechado sério, quem é que tem saco? Até na tristeza como a gente vai abordar tem que falar de uma forma que seja interessante, ser agradável. Olha só se, eu não estiver sendo agradável aqui na rádio, provavelmente uma [pessoa] já desligou. Então assim, você tem que tentar ver algum jeito de comunicar e conquistar”, apontou.
O baiano alertou, no entanto, do risco de quando memes utilizados por candidatos ultrapassam e esvaziam o conteúdo principal da mensagem.
“O problema hoje que a gente tem, é que o meme, a fake news muitas vezes está ganhando para o discurso político, para a conversa política. Quando eu falo político não é o político partidário, mas conteúdo. O meme está derrotando o conteúdo, isso é ruim. O meme tem que ser um instrumento para valorizar o conteúdo, não para tirar, esvaziar o conteúdo[...]”, observou.
“O meme derrotou a política e derrotou o conteúdo. Então a gente tem que ter esse cuidado, temos que fazer a brincadeira, mas saber qual o momento fazer. Aliás na Bahia, a gente diz que é brincadeira tem hora. Então a gente tem que saber como fazer isso, tem que saber qual é a pitada, tudo na vida é uma questão de posologia. Então se você não tiver posologia certa e não souber o momento adequado como fazer, até onde vai, até onde vem. Então essa é a questão, se souber fazer isso, beleza eu acho que ajuda o debate político azul da discussão”, completou o conselheiro de Lula.