
A Associação dos Renais Crônicos da Bahia (Acreba) entrou com uma representação no Ministério Público Estadual (MP-BA) contra a secretaria estadual da Saúde (Sesab). De acordo com a instituição, a Unidade de Serviço de Diálise de Jacobina, no nordeste baiano, acumula uma série de irregularidades. Segundo a denúncia, os 108 pacientes, 102 deles em tratamento de hemodiálise, contam com apenas um nefrologista, uma enfermeira, uma médica generalista e 16 técnicos de enfermagem. Não haveria sequer psicólogo, como determina a resolução 154 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre muitas reclamações, o centro sofreria com as faltas de medicamentos, de funcionamento do gerador de energia e de abastecimento pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), sendo municiado apenas por meio de carros-pipa. Além disso, telefone cortado, lençóis velhos, ausências de máquinas reservas, de salas específicas para portadores de Hepatite B e de local adequado para armazenamento de materiais. Até escassez de agulhas foi relatada. No documento, a Acreba pede vistoria do MP no espaço e questiona o pregão que concedeu à empresa Nefrocare o direito de administrar a clínica.