Com projetos audaciosos, Pedrinho da Rocha largou as agências e inovou com o marketing no Carnaval
Por Sérgio Di Salles
Ainda durante a entrevista para o Podcast Bargunça desta terça (19), o publicitário Pedrinho da Rocha contou que quando realizou as primeiras pinturas em trios de blocos como o Pinel, Beijo e Crocodilo, não existiam projetos. “Eu no carnaval para os blocos e também em agência, pintava quarto de criança, muro de escola, quando percebi que havia um potencial, comecei a criar coisas para o resto do ano nos blocos, como cartões para mandar pelo correio, precisava gerar demanda para me sustentar. Fomos criando uma cultura anual, isso aí foi um fator determinante para que a gente pudesse desenvolver um marketing para aqueles blocos que estavam surgindo ali. Pinel, Beijo, depois veio o Cheiro, que junto com o Eva, Camaleão e o Mel foram os blocos que inventaram esse carnaval que a gente tem aí, era quem fazia o carnaval movimentar nos anos 80”, contou.
Segundo o publicitário, as agências viam o Carnaval como algo pequeno. “Foi aí que eu percebi que poderia cair fora da agência e ficar só focado nos blocos, montei a minha agência voltada para eventos e os anos 90 foi um novo momento de crescimento para o próprio carnaval de Salvador”, disse.
Ele destacou projetos importantes e que mudaram a maneira da relação dos patrocinadores com os blocos e também a forma como a festa passou a ser enxergada de fora, com muito mais força. “O primeiro projeto que fiz foi com a Consul, que patrocinava o Pinel. O trio tinha lá umas placas de acrílico. A frente do trio parece um ar-condicionado, eu projetei uma tela de aço exatamente igual a de um ar-condicionado, encaixamos e levamos para a Consul, eles aprovaram e liberaram um patrocínio de 50 mil dólares na época. A partir daí, fiz algo pro Crocodilo com C&A, nesse esquema que o trio tivesse envolvimento com o patrocinador e o terceiro foi o Beijo com a Coca Cola, um projeto de uma garrafa de 9 metros de chapa furada, para passar o som, Mizael levou para a Coca e os caras que eram amigos, queriam até comprar para levar para o Eva, e assim fomos mudando a cara de trazer o patrocinador de uma outra forma para o Carnaval, contou.
