Padre Julio Lancellotti recebe medalha da Ordem do Mérito de Lula
Por Redação
O padre Julio Lancellotti, conhecido por seu trabalho com moradores de rua em São Paulo, vai receber a Ordem do Mérito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Grau de Grã-Cruz. A condecoração para o religioso foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29), dias após ele receber uma carta com ameaça.
"O presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso XXI, da Constituição, na qualidade de Grão-Mestre da Ordem do Mérito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, resolve: admitir, na Ordem do Mérito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Grau de Grã-Cruz, Julio Renato Lancellotti, pedagogo e presbítero católico brasileiro", diz o texto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Justiça, Flávio Dino.
No último domingo (27), o padre recebeu, na porta da paróquia de São Miguel Arcanjo, em São Paulo, uma ameaça por meio de um bilhete anônimo deixado na porta de sua igreja. As informações são do Metrópoles.
O bilhete, publicado por Lancelotti em suas redes sociais, diz: “Padreco de merda. Pensa que aki (sic) é partido político. Defensor dos direitos dos bandidos. Petista vagabundo. Usa o povo pra te favorecer. Seu dia de reinado aki (sic) vai acabar. Pode esperar. FDP”.
Uma câmera identificou o aposentado Wilson Aliano, de 72 anos, como o suposto autor do ato. Aliano afirmou que teria misturado medicação com bebida alcoólica antes de deixar o bilhete com difamações e uma ameaça. “Estava sozinho em casa, tomando remédio para labirintite. Fui cair na asneira de tomar uma cerveja. Aí fiquei pensando, me deu uma revolta, escrevi [o bilhete]. Aí mandei esse bilhete mesmo, fui de cara limpa lá, para saber quem eu era mesmo. Sabia que tinha câmera, era para me reconhecer mesmo.”
Segundo o idoso, ele teria ficado pensando na doação da igreja em que Lancellotti atua, feita pela família de Aliano. Segundo a Arquidiocese de São Paulo, a capela foi de fato doada pela família Aliano à Cúria Metropolitana, em 1960.
