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Taxa de juros e Banco Central viram alvo de audiência pública promovida por deputado baiano na Câmara

Por Redação

Taxa de juros e Banco Central viram alvo de audiência pública promovida por deputado baiano na Câmara
Foto: Reprodução / Agência Câmara

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara Federal, presidida pelo deputado baiano Félix Mendonça (PDT), realizou nesta quarta-feira (12) uma audiência púbica que tratou dos juros no país. Proposta pelo pedetista, a reunião contou com a presença de parlamentares e economistas que criticaram a política adotada pelo Banco Central, que mantém a taxa básica de juros no Brasil como a mais alta do mundo, em 13,75%. 

 

"O Brasil paga todo ano R$700 bilhões de juros e investe apenas R$70 bilhões. Isso é surreal, graças a essa taxa estratosférica definida pelo Banco Central. Estamos na contramão do mundo, prejudicando o crescimento da economia do país, atacando o setor produtivo, a competitividade das nossas indústrias, o trabalhador, o agricultor. A taxa só interessa ao sistema financeiro, que ganha com o aumento da dívida pública nacional. Temos que lutar para mudar isso", declarou Félix.   

 

Presente na audiência, o deputado baiano Zé Neto (PT) também criticou o Banco Central. "Essa taxa atual é inadmissível. Em nenhum lugar do mundo o mercado financeiro é mais importante do que o mercado consumidor. O Banco Central se acha acima de tudo e de todos. Isso está totalmente errado. Temos que fazer este enfrentamento para reformular isso", afirmou o petista. 

 

Assessor especial do Banco Central, Fábio Terra disse, na audiência, que a instituição pretende avançar no diálogo com outros segmentos da sociedade para elaborar o Boletim Focus, publicação on-line divulgado todas as segundas-feiras contendo resumo das expectativas de mercado a respeito de alguns indicadores da economia brasileira - o documento leva em conta a taxa de juros. "Há melhorias que podem ser feitas", ressaltou, evitando polemizar com os deputados. 

 

Também participaram da audiência os economistas e acadêmicos Antônio Corrêa de Lacerda, Nelson Marconi e Roberto Ellery. Eles também criticaram a política de juros no país.