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UMA PONTA DE 2010

Em sua coluna diária publicada no jornal A Tarde, Samuel Celestino analisa neste domingo o possível cenário político que se desenha para as futuras eleições nacionais de 2010. Enquanto Lula se preocupa dia após dia com a falta de um sucessor de prestígio entro do próprio partido, ainda precisa esquentar a cabeça coma possibilidade de que o PMDB, sua maior base de apoio, possa convencer-se de que agora merece entrar na disputa com candidato próprio. Para piorar, o prestígio de José Serra aumentou consideravelmente com a derrota imposta ao PT em São Paulo por meio da reeleição de Gilberto Kassab (DEM), atropelando Marta Suplicy. A indicação de Dilma Rousseff é uma incógnita a se considerar, uma vez que ela nunca foi testada nas urnas, e as eleições municipais de 2008 provaram que Lula não é mais capaz de transferir votos como antes. “Até as eleições, Jaques Wagner era também nome relacionado (como candidato à presidência), embora distante. A derrota em Salvador empanou o seu brilho.”