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Titular da Secult admite congestionamento de blocos na Barra e pretende redistribuir atrações no Carnaval de 2024

Por Fernando Duarte / Leandro Aragão

Titular da Secult admite congestionamento de blocos na Barra e pretende redistribuir atrações no Carnaval de 2024
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

Titular da Secretaria da Cultura (Secult), Bruno Monteiro sinalizou uma redistribuição das atrações entre os circuitos no próximo Carnaval de Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias neste domingo (19), ele admitiu um congestionamento de blocos no circuito Dodô, na Barra/Ondina.

 

"Após o carnaval temos que fazer uma avaliação para entender as coisas que deram certo, as que podem ser melhoradas. Quero muito fazer uma discussão e vou conversar com a Prefeitura de Salvador sobre isso. Sobre uma melhor distribuição das atrações entre os circuitos. Temos visto a Barra congestionada, muitos blocos acabaram migrando para lá e aqui no Campo Grande muitas vezes está ficando ocioso. E os blocos apoiados pelo Ouro Negro acabam desfilando num momento que não tem mais ninguém para assistir, não tem mais televisão para cobrir. A gente tem os dois circuitos, acho que dá parta aproveitar melhor fazendo uma combinação sobre isso, que é bom para todo mundo", afirmou ao BN.

 

Monteiro ainda destacou o apoio dado pela Secult aos circuitos do carnaval fora dos locais tradicionais. A ideia é incentivar a festa onde as pessoas estão.

 

"A gente tem que ter o foco de apoiar a cultura e apoiar o carnaval onde ele acontece, onde o povo está. Esse é o sentido total do carnaval. Estive no carnaval no Nordeste de Amaralina, por exemplo, estamos apoiando o carnaval no interior. Sei dos bairros cada vez mais estão acontecendo. Esse é o movimento que considero irreversível, de incentivo, apoio ao carnaval, não só nos circuitos tradicionais, mas onde o povo está", comentou.

 

Lançado em 2008, o projeto Ouro Negro recebeu um maior investimento para a folia deste ano. O titular da Secult também fez uma avaliação do resultado dessa ampliação.

 

"O resultado é que esses blocos, sobretudo os blocos afros, de samba, afoxé, reggae, índio estão tendo um espaço maior no carnaval. São manifestações crescentes e com esse apoio, eles conseguem também trazer mais a sua beleza, força, ter uma presença mais marcante no carnaval. Quem ganha com isso é a Cultura, sem sombras de dúvidas, porque essas manifestações trazem todo o significado do carnaval e trazem um resgate da nossa tradição, ancestralidade e dão um verdadeiro significado dessa festa", falou.

 

Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o jornalista Bruno Monteiro assumiu a Secult em janeiro deste ano, após já ter atado como produtor de artistas como Caetano Veloso e também como coordenador de comunicação do senador Jacques Wagner (PT). Ele falou da nova relação com o Carnaval soteropolitano como titular da pasta da Cultura.

 

"Sou uma pessoa que amo o carnaval, sou apaixonado pelo carnaval. Inclusive, minha relação com a Bahia no início dos anos 2000 foi justamente pelo carnaval. Foi o carnaval que me trouxe a Salvador na primeira vez. Já curti muito esse carnaval com toda sua intensidade. Hoje eu continuo curtindo, mas agora com uma nova responsabilidade. É diferente, óbvio, mas não deixo de curti e aproveitar, porque meu sangue é de carnaval", finalizou.