Armamentismo, conservadorismo e defesa da família, enumera Diego Castro sobre seus interesses na AL-BA
Por Lula Bonfim / Bruno Leite
Recém-eleito para um mandato de quatro anos na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado Diego Castro (PL) tomou posse nesta quarta-feira (1º) e prometeu sustentar bandeiras já levantadas pelo seu partido desde a chegada do ex-presidente derrotado na última eleição, Jair Bolsonaro (PL).
Mais à direita entre os correligionários que chegam ao Legislativo baiano, Castro se colocou como um defensor da "fé cristã", um político "conservador" e que defende pautas de caráter moral como a "liberdade" e das "famílias baianas", bem como outras relacionadas ao armamento da população e o "direito de propriedade".
De acordo com ele, apesar da informação de que dois dos quatro companheiros liberais estarem propensos a apoiarem o governador Jerônimo Rodrigues (PT), não há uma migração da legenda para a base do petista, mas uma obrigação política de diálogo que independe das diferenças.
"É uma grande falácia que foi, nos últimos dias, difundida na grande mídia. A gente tem que entender que no parlamento uma das tarefas inerentes ao deputado - e está inclusive na origem da palavra 'parlar' - é dialogar com todos, não podemos nos isolar", ponderou.
Sua atuação, garantiu o parlamentar, será no sentido de manter tratativas, onde couber, e garantir a tríade discursiva que acredita: "Deus, pátria, família, liberdade e propriedade". O mote citado é uma versão ampliada ao slogan usado por Bolsonaro ao longo do seu mandato, que, por sua vez, apresenta semelhanças com o do movimento fascista brasileiro Ação Integralista Brasileira (AIB).
Diego se disse à favor da privatização da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), aventada pela gestão do Partido dos Trabalhadores na Bahia. A concordância, sinalizou, não é a mesma quando o assunto é educação, uma vez que ele apontou o estado como o detentor de "piores índices", assim como não é no quesito segurança.
O parlamentar fez questão de afirmar que o modo com que os demais membros do PL irão se comportar na relação com a Governadoria não representa a maneira de pensar da agremiação, mas uma condição imposta a partir da formação de um bloco com o Solidariedade. "Eles respondem pelas atitudes deles", advertiu.
