Muniz defende subsídios da Prefeitura, do Governo e da União para evitar aumento na passagem de ônibus
Por Leonardo Almeida
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PTB), criticou o possível aumento na passagem de ônibus na capital baiana e defendeu um diálogo entre prefeitura e governo do estado para subsidiar parte do valor. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, o presidente da Casa afirmou que a qualidade do transporte público de Salvador não justifica o reajuste na passagem.
“Eu sou contra esse reajuste, o que você oferece ao povo de Salvador para poder dizer que a passagem tem que ser reajustada? Pelo contrário, você vê ônibus sujos, sucateados. Ou você melhora o transporte público ou você não pode cobrar do povo. Todo mundo tem que sentar, governo municipal, estadual e federal, e ver o que pode ser feito para o povo”, disse Muniz.
O presidente da CMS criticou tanto o governo estadual, quanto a prefeitura, em relação à cobrança de impostos sobre o setor de transporte público. Além disso, ele sugeriu um subsídio na passagem de ônibus e citou o exemplo do metrô de Salvador, que tem uma “ajuda de custo” da gestão do Estado.
“Quando o governo do estado cobra ICMS de combustível de ônibus, cobra de transporte de peça, ele não está cobrando dos empresários, aquilo vai para a passagem de ônibus. Quando a prefeitura cobra qualquer outro imposto é a mesma coisa. Todo mundo tem que fazer sua parte para que o governo federal chegue com um subsídio”, comentou Muniz.
“Primeiro eles precisam entender que não existe transporte público com cobrança de imposto. Um exemplo: Se o estado subsidia parte do metrô, por que ele não pode subsidiar parte dos ônibus? Você não pode pegar uma passagem de R$ 4,90 e subir para R$5,40, o povo não tem condição de pagar”, completou.
