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Ex-líder do PT na AL-BA, Osni reconhece que a vontade do Executivo se impõe na Casa

Por Lula Bonfim

Ex-líder do PT na AL-BA, Osni reconhece que a vontade do Executivo se impõe na Casa
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Osni Cardoso (PT), secretário estadual de Desenvolvimento Rural, foi líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) durante dois anos, entre 2021 e 2022. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma nesta segunda-feira (23), ele reconheceu que o parlamento baiano não consegue equilibrar forças com o governo do estado, que consegue impor sua vontade aos deputados com facilidade.

 

“Eu fui prefeito e sei como é que isso funciona. Quase sempre se estabelece a vontade do Executivo no estado e nas prefeituras”, declarou o titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

O petista, entretanto, ponderou que, no âmbito federal, o Congresso conseguiu se impor e inverter os polos de demonstração de forças nos últimos anos, chegando a encurralar o Poder Executivo, representado pela presidência da República.

 

“No Brasil, nós experimentamos o inverso, a ponto de sequestrar o orçamento. De cada R$ 4 para investir no Brasil, R$ 1 estava nas mãos dos deputados. Pior do que você ter um Congresso subjugado, é você ter um Congresso que mande. Forçou um certo parlamentarismo sem ser esse o regime, de maneira que a gente nem sabia para onde ia o dinheiro, muitas obras mal feitas, as emendas pix, virou uma festa. O Brasil provou que, se não tem alguém com boa capacidade de diálogo com as forças políticas estabelecidas, não governa o país”, analisou Osni.

 

O titular da SDR lamentou o modelo de política estabelecido hoje no Brasil, em que pastas do Executivo são entregues para que partidos mandem e desmandem. Segundo ele, esse tipo de cultura favorece a corrupção. Osni, porém, disse não acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já tenha sido corrupto.

 

“Quando alguém me pergunta: ‘Osni, você acha que Lula roubou?’ Não acho. Acredito fielmente que Lula não roubou. Mas se você me perguntar: ‘Osni, você acha que Lula sabia que tinha gente que roubava?’ Eu acho. Porque ele entregava os ministérios. De vez em quando, tirava um ou outro, porque era bastante escandaloso, mas ainda é parte do modelo da política pegar um lote do lugar. Alguns fazem bem feito, fazem de verdade, pensam no povo. E outros pensam no bolso”, comentou o secretário.