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Prefeitura de Salvador aguarda projeto de "cofinanciamento" da União para pagar piso aos professores

Por Leonardo Almeida

Prefeitura de Salvador aguarda projeto de "cofinanciamento" da União para pagar piso aos professores
Foto: Jefferson Peixoto / Secom

A prefeitura de Salvador irá enfrentar mais uma dor de cabeça em relação ao reajuste salarial de seus funcionários públicos. Nesta semana, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), assinou portaria que prevê um reajuste de quase 15% no piso salarial dos professores, aumento do vencimento para, no mínimo, R$ 4.420.55. Atualmente, a rede municipal de ensino possui 7.896 profissionais da categoria.

 

A secretária municipal da Fazenda (Sefaz-SSA), Giovanna Victer, afirmou que é “fundamental” que a União apresente um projeto de cofinanciamento para ajudar os municípios a pagarem o novo piso salarial. Além disso, a titular da pasta comentou que tem tido reuniões com o novo secretário de Educação (Smed), Thiago Dantas, para tratar do assunto.

 

“Já estou tratando desse assunto com o secretário Thiago Dantas, ele acabou de assumir a Educação e nós já estamos nas tratativas para equacionar essa situação. O que é fundamental é que a União, que é a propositora do reajuste, que ela também apresente as estratégias de cofinanciamento para nossas folhas de pagamento”, disse a secretária.

 

Em relação a utilização dos recursos do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), Giovanna afirmou que a prefeitura tem gasto 77% das verbas do fundo para o pagamento aos professores, sendo que o governo federal indica um mínimo de 70%.

 

“Nós ultrapassamos significamente o mínimo que deve ser utilizado como pagamento da folha do Fundeb. Nós somos obrigados a usar 70% da verba do Fundeb para o pagamento de folha e, em 2022, 77%. Então nós estamos utilizando até mais do que o obrigatório para pagar a folha com os recursos do Fundeb”, disse Giovanna.

 

Segundo Bruno Reis (União), atualmente o salário médio do professor da rede pública de ensino é de R$ 8.300. Contudo, o Sindicato dos Trabalhadores Em Educação do Estado da Bahia (APLB) diz que o piso dos professores em Salvador é de R$ 1970,66, valor abaixo, inclusive, do salário mínimo da categoria antes do reajuste desta semana, quando era de R$ 3.845,63.

 

No ano passado, os professores da rede municipal realizaram uma greve solicitando um acréscimo salarial de 32,4%, porém, segundo o sindicato, a prefeitura ofereceu um reajuste de 6% (relembre aqui).

 

A equipe de reportagem entrou em contato com a Smed na última terça-feira (17), mas não recebeu resposta até o fechamento da matéria.