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Azevedo "lava as mãos" sobre aderir à gestão de Salvador: "Se abriu ou fechou portas foi Bruno, não o PL"

Por Mauricio Leiro

Azevedo "lava as mãos" sobre aderir à gestão de Salvador: "Se abriu ou fechou portas foi Bruno, não o PL"
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

"Com portas abertas". Assim foi a definição do deputado estadual Vitor Azevedo (PL) sobre diálogos políticos do grupo no estado. Apesar do indicativo, o parlamentar indicou ao Bahia Notícias que a ausência de aliados na gestão de Bruno Reis (União) (reveja aqui) não teve a porta sendo batida pelo PL, mas sim por Bruno.

 

"Tem que perguntar a ele, quem é o dono da casa é ele. Se abriu ou fechou portas foi ele, não o PL. Não vemos portas fechadas, sempre dialoguei com todos. Sempre fui de diálogo", indicou. 

 

Azevedo ressaltou que "não houve nenhum tipo de diálogo com a prefeitura" com o grupo. "Bruno anunciou as mudanças dele e de fato não havia. Se houve alguma coisa isolada, de algum membro, quanto partido não houve nenhuma conversa. Nem comigo e João Roma. Apesar de todo relacionamento, que até que eu tenha com Bruno", acrescentou. 

 

Bruno Reis revelou nesta quarta-feira (18) que não baseou as alterações na gestão na política, tampouco pensando no pleito de 2024. "Não estou preocupado com política", indicou o chefe do executivo municipal (veja mais aqui). 

 

O movimento pode gerar impactos justamente na disputa pela prefeitura de Salvador. Vitor Azevedo comentou que o grupo de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Bahia tem o ex-ministro João Roma (PL) como postulante. "Temos um nome natural que é o ex-ministro João Roma. Teve quase 9% na capital, isso não pode ser desprezado. Não fechamos portas para isso também", disse. 

 

Outro movimento que Azevedo avaliou como isolado é o apoio de parlamentares do PL ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT), apontando para a adesão de Raimundinho da JR. "Mais um movimento isolado, não de partido. O bloco com o PL e Solidariedade é de independência", disse.