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Temendo ataque de golpistas, centrais sindicais pedem reforço na segurança da Refinaria Mataripe

Por Anderson Ramos

Temendo ataque de golpistas, centrais sindicais pedem reforço na segurança da Refinaria Mataripe
Foto: Divulgação

Centrais sindicais da Bahia ligaram o alerta e pediram reforço na segurança da Refinaria Mataripe, após os atos terroristas que levaram o caos para a Praça dos Três Poderes no domingo (8).

 

“A nossa refinaria é muito estratégica para o Nordeste e precisa ser vigiada e adotada de todas as precauções. Estamos lidando com pessoas que estejam possivelmente recebendo orientação de fora do país e de pessoas que têm conhecimento de como desestabilizar governos”, disse Cedro Silva, diretor da Central Única de Trabalhadores da Bahia (CUT-BA). Uma reunião entre os sindicalistas na manhã desta segunda-feira (9), deve definir o plano de ação a ser adotado.

 

Na tarde de ontem, o governador Jerônimo Rodrigues determinou o reforço do policiamento no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, e em outros pontos da capital e do interior. A medida visa evitar a reprodução na Bahia dos atos terroristas praticados em Brasília.

 

A preocupação se estende a outras refinarias pelo Brasil. A FUP (Federação Única dos Petroleiros) emitiu nota alertando para possíveis ataques de manifestantes extremistas a refinarias da Petrobras. Possíveis ataques a refinarias haviam sido anunciados por bolsonaristas nos últimos dias em redes sociais e teriam como objetivo interromper o fornecimento de combustíveis no país. A movimentação dos terroristas se intensificou em alguns estados na noite de domingo e madrugada desta segunda-feira (9).

 

Diante das ameaças de ataques, ao longo do domingo, a FUP acionou órgãos federais de segurança, o serviço de inteligência e segurança corporativa da Petrobras e o senador Jean Paul Prates, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a presidência da Petrobras.

 

Segundo Prates, inspira preocupação um conjunto de refinarias que são citadas nas postagens: Reduc (Refinaria Duque de Caxias, no Rio), Replan (Refinaria de Paulínia, em São Paulo), Revap (Refinaria Henrique Lage ou Refinaria do Vale do Paraíba, também em São Paulo) e Refap (Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul).

 

Prates destacou ainda que está em contato com representantes da área de segurança. "Também estou conversando com Flávio Dino [ministro da Justiça e Segurança Pública] e com os governadores de alguns dos estados que poderiam ser afetados por movimentações indevidas em refinarias e terminais, por parte de terroristas e vândalos na sequência dos eventos de Brasília", afirmou Prates na postagem.

 

Em uma rede social, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse que determinou que as forças de segurança estaduais monitorem possíveis alvos de manifestações, em especial a refinaria de Duque de Caxias e o centro da cidade do Rio de Janeiro.

 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), acionou a Brigada Militar para monitorar atos contra a ordem constitucional no estado. Um dos pontos monitorados, por ser considerado sensível, é a refinaria em Canoas, na região metropolitana.

 

A Petrobras informou que as refinarias estão operando normalmente e que "está tomando todas as medidas preventivas de proteção necessárias, conforme procedimento padrão."

 

O MME (Ministério de Minas e Energia) divulgou nota na noite de domingo destacando que monitora a situação. "O MME, em articulação com as entidades vinculadas, tem garantido a normalidade do abastecimento nacional de combustíveis e o funcionamento adequado de refinarias, terminais e bases de distribuição", diz o texto.