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Haddad reclama de taxa de juros alta no Brasil e responsabiliza “farra eleitoral” de Bolsonaro

Por Redação

Haddad reclama de taxa de juros alta no Brasil e responsabiliza “farra eleitoral” de Bolsonaro
Foto: Reprodução / TV 247

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reclamou da política de juros aplicada pelo Banco Central (BC) do Brasil. Sem citar diretamente a instituição, ele afirmou nesta terça-feira (3) que o país vive o paradoxo de ter uma inflação baixa, quando comparada a outros países do mundo, acompanhada da maior taxa de juros do planeta.

 

“Olha o paradoxo que estamos vivendo! Uma situação completamente anômala: uma inflação comparativamente baixa e uma taxa de juros real fora de propósito para uma economia que já vem desacelerando”, comentou o ministro, em entrevista à TV 247.

 

De acordo com Haddad, o governo de Jair Bolsonaro (PL), encerrado no último dia 31 de dezembro, foi responsável pela disparada da taxa Selic (juros básicos da economia definidos pelo BC).

 

“Nós tivemos uma farra eleitoral de um presidente fadado ao fracasso, que desesperadamente buscou a sua reeleição e produziu uma expansão dos gastos, das isenções, que veio acompanhada de um brutal aumento de juros, que saiu de 2% para 13,75%”, criticou o ministro.

 

O atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi indicado por Bolsonaro e cumprirá mandato até 2024, quando o novo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá escolher um novo quadro para a instituição.

 

Ainda segundo Haddad, se as “peças forem encaixadas direitinhas”, tomando as medidas necessárias para enfrentar esse problema, o Brasil poderá voltar a crescer com qualidade, com baixa inflação e baixo desemprego.

 

Durante a entrevista, o ministro da Fazenda também afirmou que o governo não deve adotar uma meta para o câmbio e voltou a prometer a elaboração de uma nova âncora fiscal, para segurar os gastos do governo.