PV ainda discute participação no segundo escalão do governo Jerônimo: “Estamos conversando”
Por Maurício Leiro / Anderson Ramos
Com a permanência de Maurício Bacelar na Secretaria de Turismo (Setur), o Partido Verde (PV) garantiu presença no primeiro escalão do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Apesar da conquista, a legenda ainda busca espaço nos cargos do segundo escalão da nova gestão petista no estado. O titular da Setur é irmão do deputado federal Bacelar, que migrou para o PV durante a última janela partidária e não é considerado um "verde raiz".
Segundo uma fonte da sigla, é grande a chance do PV indicar nomes para a Empresa Gráfica da Bahia (Egba) e a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). Desejado pelos verdes e encarado como prêmio de consolação depois de serem preteridos no comando da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), a chefia do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) é vista como um sonho improvável de ser realizado, mas que ainda assim será pleiteado junto ao novo governador.
Ainda de acordo com a fonte, apesar do descontentamento de alguns aliados, a sensação da maioria é de que Jerônimo acertou na escolha do seu time de assessores. “Acho que o governador fez uma montagem representativa do secretariado, como deve ser feito. Não tenho ouvido reclamações. Mas é natural a busca por ampliação dos seus espaços".
FAPESB
O Partido Verde deve perder o comando da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb). Informações dos bastidores apontam que o atual diretor, Luiz Antônio Queiroz de Araújo, não continua no cargo.
A indicação pode ficar dentro da cota pessoal de Jerônimo. O ex-reitor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Paulo Gabriel conta com a preferência da primeira-dama, Tatiana Veloso. Atualmente Tatiana é vice-pró-reitora de Extensão da UFRB.
Outro nome forte para a direção da Fapesb é o do jornalista Sócrates Santana, indicação direta do deputado federal Jorge Solla (PT). Tanto Sócrates quanto Paulo estavam cotados para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti), que continuou sob a chefia de André Joazeiro.
