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Fil Braz comemora lançamento de documentário biográfico produzido por ele: "A gente vive de novo com Paulo Gustavo"

Por Alexandre Brochado / Bruno Leite

Fil Braz comemora lançamento de documentário biográfico produzido por ele: "A gente vive de novo com Paulo Gustavo"
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Amigo do ator e comediante Paulo Gustavo desde a adolescência, o roteirista Fil Braz comentou, na noite desta sexta-feira (16), sobre a pré-estreia do documentário "Filho da Mãe", produzido por ele e que percorre a carreira do artista - morto em decorrência da Covid-19 em maio de 2021 - e sua relação direta com a arte ao longo da vida.

 

"A pré-estreia aqui em Salvador foi uma alegria imensa para mim porque eu amo essa cidade. Na hora que eu estava indo [para o cinema] me toquei que foi Paulo Gustavo que me trouxe aqui. A primeira vez que eu vim foi ele que insistiu, não que eu não quisesse, mas eu não tinha dinheiro", revelou ao Bahia Notícias. 

 

Morando na capital baiana desde 2021, ele conta que o amigo morreu sabendo que ele iria se mudar, e que se preocupou ao saber da decisão.  "Contei para ele e depois a Suzana, diretora do filme e amiga nossa, me falou que ele tinha dito 'a gente vai perder Felipe, ein? Ele vai se perder naquela Bahia e não volta mais'", confidenciou Braz, que concretizou a mudança após a morte de Paulo Gustavo.

 

A felicidade foi dobrada. "Salvador foi uma escolha de visa minha, acabei me mudando em um momento muito delicado. Não sabia que ia ter a pré-estreia aqui e fiquei muito feliz de poder, na cidade que moro e adoro, que ele me apresentou, lançar o filme. O público de Salvador, que é inteligente, sensível, riu, se emocionou e entendeu tudo", acrescentou.

 

Ao longo da narrativa, "Filho da Mãe", nas palavras de Fil, o público "vive de novo com Paulo Gustavo". "Acho que é um filme que a gente passa um tempo respirando junto com ele, vê ele vivendo, criando, ensaiando, se apresentando. Isso é um privilégio para o público, mesmo que ele estivesse vivo", disse, relembrando o amigo como alguém "feliz e carismático".

 

Paulo Gustavo atuou em pelo menos 12 filmes durante sua carreira, mas apenas em um deles, produzido em homenagem a ele, é possível vê-lo deixando, por uma "tragédia coletiva", como pontuou Braz, a vida. Segundo o roteirista, a morte filmografada faz com que a lembrança volte a doer, mas também deixa em evidência a "importância que ele tem" e o impacto da pandemia que a gente viveu.