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Casa do Benin recebe exposição 'Onde as cobras (não) dormem: Imagem e Re-território'

Por Redação

Casa do Benin recebe exposição 'Onde as cobras (não) dormem: Imagem e Re-território'
Foto: Reprodução / Queiroz Góis

Localizada no Pelourinho, a Casa do Benin abre, nesta quinta-feira (17), às 17h, a exposição “Onde as cobras (não) dormem: Imagem e Re-território". Pensado pelos curadores independentes David Sol e Lucas Brasil, à convite do grupo Balaio Fantasma, o acervo exposto reúne primordialmente obras de artistas visuais da cena contemporânea brasileira.

 

Durante o processo de elaboração, de acordo com a dupla de curadores, buscou-se identificar velhas/novas cartografias do imaginário por narrativas visuais que conversem com e sobre os movimentos de re-territorialização, retomadas, inscrições e rasuras no espaço-tempo. 

 


Frame do filme “Orí de cobra é caminho de ferro” (2020), da artista Maya Quilolo | Foto: Divulgação
 

“Pensar uma exposição de artes que se situa em um espaço museal tão importante e complexo como a Casa do Benin, com um acervo significativo para a memória e história da diáspora africana, é muito desafiador. Em diálogo com o grupo do Balaio Fantasma, tanto eu quanto Lucas, refletimos muito sobre estratégias de re-territorialização, que é esse movimento que nos faz reprogramar os nossos espaços sem perder o fio condutor da memória. Então, o foco é, justamente, sobre este movimento nas artes visuais.",  explica David Sol ao falar sobre o discurso visual organizado. 

 

Ao visitar a exposição, que é gratuita, o espectador poderá prestigiar um conjunto de obras pensadas a partir de discussões vigentes na atualidade. Assim, os sentidos de território e suas materializações em produções artísticas podem ser apreciados nas criações de artistas como Alma, Anastácia Flora, Carol Barreto, Juliana Fonseca, Eduarda Gama, Kleyson R. Assis, Otun Elebogi, Lucas Canavarro, Maya Quilolo, Rafael Amorim, Scank, Sérgio Soarez e Shai Andrade.