Kirchner acusa juíza de boicote e levanta suspeita do envolvimento de parlamentar em atentado
Por Redação
A vice-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, usou sua conta no Twitter na manhã desta quinta-feira (10) para publicar um vídeo em que levanta uma suspeição da juíza federal María Eugenia Capuchetti, responsável pelo caso do ataque que sofreu em 1º de setembro, quando Fernando Sabag Montiel tentou atirar contra ela (veja aqui).
Segundo o conteúdo, Capuchetti estaria paralisando e boicotando a investigação, não considerando um testemunho que vincula o deputado Gerardo Milman com o crime. Conforme publicou o jornal La Nacion, um pedido formal de afastamento da magistrada do caso deverá ser apresentado por Kirchner ainda hoje.
"Quero compartilhar com vocês o seguinte vídeo. Como resultado dos eventos que você vai ver e ouvir, instruí meus advogados a recusar a juíza María Eugenia Capuchetti", escreveu a vice-presidenta na legenda que acompanha o vídeo.
O registro publicado narra os acontecimentos daquele 1º de setembro em Recoleta, os movimentos que antecederam a atitude violenta de Sabag Montiel, o envolvimento de Brenda Uliarte e outras pessoas, que teriam incentivado o atirador, e questiona quem estaria por trás do atentado contra Kirchner.
"Dias após o ataque, uma testemunha compareceu ao tribunal dos Capuchetti para prestar informações. Ele afirmou que dois dias antes do ataque, no bar de Casablanca, na esquina do Congresso Nacional, ouviu o deputado Gerardo Milman dizer, junto com duas mulheres que o acompanhavam, o seguinte: 'Quando eles a matarem, eu vou estar a caminho da costa.'”, expõe um trecho, já fazendo a ligação do deputado com o crime.
Ainda de acordo com o relato, a presença da testemunha foi atestada judicialmente no estabelecimento em que ela disse ter escutado a conversa entre o parlamentar e duas conselheiras dele no parlamento. As assessoras de Milman, no entanto, negaram que estiveram no local e na companhia do político naquele dia. Imagens de câmeras de segurança mostram o contrário.
“Nesse momento eles admitiram que aquela reunião existia. Apesar de terem começado sua declaração sob juramento mentindo, o juiz Capuchetti não tomou nenhuma providência para continuar investigando. Milman ainda não foi intimado a depor no caso”, continua a narração do material publicado.
A narrativa faz outras correlações, como a aparição de Sabag Montiel e Brenda Uliarte numa emissora de televisão argentina e declarações de Milman que já davam conta de um possível ataque contra Cristina Kirchner.
