Rui Costa critica atos antidemocráticos e diz que manifestantes precisam de 'apoio psíquico'
Por Leonardo Almeida / Lula Bonfim
O governador Rui Costa (PT) afirmou, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (3), que considera “inadmissíveis” os atos antidemocráticos que estão ocorrendo em rodovias brasileiras desde a noite do domingo (30). De acordo com ele, entretanto, a Bahia não tem nenhum registro desse tipo de paralisação de vias neste momento.
“Neste exato momento, eu não tenho nenhum relato. Acabei de olhar ali o relatório que eu recebi - eu recebo de duas em duas horas um relatório sobre eventuais paralisações - e não tinha paralisação no estado da Bahia”, revelou Rui.
Segundo o governador, não é aceitável que se questione o resultado das urnas e peça intervenção militar. Rui citou ainda o caso ocorrido em Santa Catarina, onde manifestantes bolsonaristas fizeram gestos nazistas durante os atos antidemocráticos.
“Eu acho inadmissível que se junte meia dúzia, uma dúzia ou duas dúzias de pessoas para questionar a democracia, para questionar a eleição. Muito menos para fazer sinal de fascismo e nazismo no meio da rua. Nosso país não tem história disso, não tem tradição disso”, criticou Rui.
“É o card que eu acabei de ver: vamos para a Copa do Mundo disputar; se a gente não ganhar a taça, vamos fechar as avenidas até que a FIFA nos entregue a taça de campeão, mesmo que a gente fique em segundo ou terceiro lugar. É tão ridículo, que não cabe esse tipo de compreensão”, continuou o governador.
Para Rui, os atos antidemocráticos que se espalham pelo Brasil são um fato resultante de um problema psicológico ou psiquiátrico de parte da população. De acordo com eles, essas pessoas precisam de tratamento, para se recuperarem emocionalmente.
“Acho que as pessoas que estão fazendo isso deviam buscar algum apoio psíquico e mental - acho que é isso que está precisando. Porque os vídeos que eu tenho assistido são coisas de gente que precisa de apoio, que precisam de um analista, de um cuidado, porque não está bem emocionalmente. É inadmissível. O Brasil tem instituições fortes, o povo brasileiro ama a democracia e, na história do Brasil, não tem mais lugar para esse tipo de entendimento”, concluiu o governador.
