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Bruno Reis comemora resultado de ACM na capital e atribui derrota aos 'grotões' da Bahia

Por Gabriel Lopes / Bruno Leite

Bruno Reis comemora resultado de ACM na capital e atribui derrota aos 'grotões' da Bahia
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), falou pela primeira vez sobre a derrota do seu aliado, ACM Neto (União), no segundo turno da eleição para o governo da Bahia. Em entrevista, na manhã desta terça-feira (1), o gestor disse ter se sentido feliz com o resultado obtido pelo seu grupo na capital.

 

"Ficamos muito felizes com o resultado. Crescemos em relação ao primeiro turno, inclusive tirando votos de Jerônimo, que o desempenho do segundo turno foi pior do que no primeiro. Chegamos a quase 65% dos votos, mais de 1 milhão em Salvador", afirmou.

 

De acordo com ele, a votação de ACM Neto no município foi a maior que um candidato ao governo estadual obteve na história, foi um quantitativo até maior do que o que o secretário geral do União Brasil conseguiu no pleito eleitoral de 2016, quando se reelegeu como prefeito.

 

Na avaliação de Bruno Reis, o êxito da chapa de Jerônimo e Geraldo Jr (MDB) se deu por conta da influência nas cidades "mais distantes, nos municípios dos grotões, onde eles [os petistas] têm uma força política, por conta do peso da máquina do governo, por conta do peso da máquina municipal". 

 

A primeira fala do prefeito também teve como preocupação o reconhecimento do impacto positivo da presença do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no palanque. "É evidente que o desempenho do candidato a presidente deles no Brasil, em especial aqui na Bahia, acabou impulsionando a candidatura ao governo".

 

Os mais de cinco pontos percentuais de diferença entre Jerônimo e ACM foram entendidos por Bruno como um "desejo de mudança" que os eleitores "deixaram claro" nas urnas. "Espero que o resultado sirva para que os governantes eleitos - Lula, Jerônimo e Geraldo - sejam estimulados a trabalhar, para reconhecer que existem problemas que precisam ser resolvidos".

 

Desejando "sorte e sucesso" aos futuros ocupantes da Governadoria e do Palácio do Planalto, Reis finalizou a entrevista se colocando à disposição dos eleitos para a construção de parcerias e soluções para problemas que, na análise dele, devem ser enfrentados de maneira conjunta.