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ELEIÇÃO EM TEMPO DE CRISE

Por (Daniel Pinto)

"Nas últimas horas que antecedem as eleições municipais de Salvador em segundo turno registra-se um fato inusitado: o centro das atenções deixa de ser exclusivamente os candidatos Walter Pinheiro, do PT, e o prefeito João Henrique, do PMDB, para se fixar, também, na crise que se instala na política estadual, a partir de Salvador, entre o governador Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima". Essa é a abertura da coluna de Samuel Celestino no "A Tarde” deste sábado, onde ele, mais uma vez, alerta que a disputa pelo Thomé de Souza envolve interesses maiores. Com essa animosidade, como fica a relação entre o governador petista e o ministro líder do PMDB? "O que pode acontecer é um distanciamento pessoal entre Jaques Wagner e Geddel Vieira Lima sem significar, no entanto, um rompimento ou estabelecimento de relações conflituosas”, conjectura Celestino. Os dois líderes têm relação de proximidade com o presidente, um é ex-ministro e companheiro de partido; o outro recebeu a missão de controlar a pasta com maior orçamento da União e desfruta da confiança de Lula. Mas, como ressalta o principal analista político do Estado, Lula se mantêm distante e só deve interferir como pacificador.